sábado, 6 de março de 2010

A Sociedade que estamos a construir.

Vivemos um tempo de uma certa confusão e desorientação no que se refere a valores. Esta circunstância destaca - se, sobretudo, entre os jovens. É uma época de contraste, na qual se salienta provavelmente uma faceta mais sombria. Embora entre a juventude existem extraordinários exemplos de comportamento éticos, lamentavelmente estes costumam ter pouca repercussão mediática. Muitos jovens, por exemplo, são extremamente tolerantes e solidários, e comprometem - se determinados em causas humanitárias, dispostas a participar como voluntários em acções dirigidas a auxiliar o próximo.
No entanto, embora tenhamos uma juventude estupenda, cheia de possibilidades e energia, há algo que não se está a fazer adequadamente no que se refere à sua educação. Alguns jovens mostram - no o seu lado mais impiedoso, insociável, cruel, destrutivo e pouco solidário. Depende de nós outorgar - lhes um bom papel nas suas vidas, transmitir - lhes valores e princípios que permitam fazer florescer todo esse potencial positivo.
Os jornais assaltam - nos pontualmente com notícias de menores que agridem indigentes, colegas e familiares. Têm algum motivo para o fazer? Simplesmente divertem - se a fazê - lo. Não mostram a mínima compaixão, nem sinais de arrependimento posterior. Gravam as cenas nos telemóveis para mais tarde se vangloriarem - se dos seus actos. Mostram as imagens aos amigos enviam - nas sob forma de mensagens por telemóvel e espalham - se pela net. Tudo isto com uma frieza, uma insensibilidade e uma falta de compreensão para com o sofrimento alheio que assusta.
Estes factos são sintomáticos. Avisam-nos por momentos de que a sociedade está doente. A educação pode ser o antídoto mais eficaz. Os pais no ambiente familiar, juntamente com os professores no âmbito educativo, têm nas mãos os principais remédios e as vacinas mais poderosas. É óbvio que está sociedade que temos vindo a construir carece actualmente de alguns dos valores mais básicos.
Parte da juventude cresce sob os ditames da lei do menor esforço. Essa é a triste realidade. De certo modo, os meios de comunicação social contribuem para exaltar esse princípio, que se está a tornar prejudicial. Incitam-nos diariamente a sermos ricos e famosos, e a alcançar o êxito imediato.
Alguns programas de televisão infelizes ( programas de reality show ) propõem - nos modelos que são em grande parte de casos, superficiais, artificiais, extravagantes. Mas, sobretudo, extremamente preguiçosos, com enorme falta de vergonha e um descaramento impressionante. Nestes programas dão vida a personagens que gritam, que se insultam, mentem, roubam e vivem de burlas. E, o que é pior, dispõem de horas televisivas para poderem fazer à vontade. Seres patéticos que atingem uma enorme notoriedade, mas cujo comportamento público está a servir de mau exemplo. Começam a existir assim que surgem na televisão, e as audiências acabam por os transformar em personagens de êxito. A conclusão lógica que se pode extrair de tudo isto é que qualquer um consegue obter êxito e fama.
Devemos recuperar a ideia de que o esforço é algo necessário para conseguir aquilo que se deseja. Na maior parte dos casos apresentam-nos o resultado, mas não se mostra o caminho que foi percorrido para chegar até ele, a vontade que se colocou ao fazê-lo e o trabalho que se executou para se alcançar o êxito.
O que é que a maior parte dos jovens pretende ser ? Futebolistas modelos, actores, cantores ? Um futebolista pode assinar contratos milionários, protagonizar anúncios publicitários, desfrutar de vários veículos desportivos de luxo. E isso que os nossos jovens vêem e conhecem . Mas sabem menos do trabalho que existem por trás disso, o esforço que a diversão e a preparação podem representar.
Estes cenários contrastam com a pouco notoriedade, os limites recursos para financiar os seus projectos e os rendimentos económicos relativamente baixos obtidos por muitas pessoas dedicadas a investigação, para dar só um exemplo. Geralmente trabalham na discrição e no anonimato, e contribuem com importantes progressos para a sociedade e a ciência.
Vende-se o mais fácil e imediato. Salienta-se muito pouco o esforço, a constância, o trabalho, a vontade, a dedicação ou a responsabilidade. Estes deveriam ser referências educativas. Autênticas directrizes para a educação dos filhos.

SACUDIR E SUBIR

SACUDIR E SUBIR

Uma parábola diz que certo camponês, dono de um velho cavalo, percebeu que o animal resvalara, caíra num poço, e angustiado zurrava nas profundezas. Após cuidadosa avaliação do caso, e embora simpatizasse com o animal, decidiu que não valeria a pena resgatá - lo, nem continuar com o poço. Apelou aos vizinhos, informou - os do sucedido e, para resolver o problema pediu - lhes auxílio para enterrarem o animal.
Logo de início o velho cavalo ficou histérico! Mas, enquanto os camponeses lançaram terra para cima de seu dorso, um pensamento galvanizou - o. Subitamente compreendeu que cada vez que uma pazada de terra atingisse o seu dorso… DEVERIA SACUDI - LA E SUBIR UM PASSO! E agiu assim, arremesso, após arremesso.
Para se encorajar a si mesmo repetia : “ Sacudir e subir… Sacudir e subir . “ Imperturbável perante o choque doloroso, e por mais estressante que a situação parecesse, o velho cavalo afastava o pânico continuando a SACUDIR e a SUBIR !
É verdade! Não tardou que o velho cavalo, maltratado e exausto ultrapassasse com grande triunfo a parede do poço ! A maneira como lidou com a sua adversidade que parecia sepultá-lo, foi na verdade uma bênção para ele !
A VIDA É ASSIM ! AS ADVERSIDADES QUE VÊEM PARA NOS DERRUBAR TRAZEM CONSIGO O POTENCIAL DO BENEFÍCIO E DA BENÇÃO … se enfrentarmos e respondermos aos problemas com positividade , e recusarmos ceder ao pânico, à amargura ou à auto- complacência. Recorde que, GENEROSIDADE - FÉ - PRECE - LOUVOR - e ESPERANÇA, são excelentes meios para SACUDIR E SUBIR, os poços em que caímos.

O CASULO

O CASULO

Um homem encontrou um casulo e para assistir ao nascimento da borboleta, decidiu levá-lo para a casa. Verificou que continha uma pequena abertura, e durante várias horas observou a luta que ela travava para fazer passar o seu corpo através do apertado orifício. Tudo levava a crer que tinha ido tão longe quanto lhe fora possível. Então num gesto de amabilidade, o homem resolveu ajudar a borboleta. Com auxílio de uma tesoura cortou o casulo e a borboleta saiu facilmente. O corpo do insecto, porém, apresentava-se com as asas curtas e enrugadas. Atento, o homem continuava a observar na expectativa da contracção do corpo e da expansão das asas. Não se concretizou a sua previsão! Na realidade, a pequena borboleta passou o resto da vida a arrastar-se com o corpo inchado, e asas frágeis.
Com a sua gentileza e pressa, o homem não percebeu que o restritivo casulo, e o lento esforço exigido para a borboleta atravessar a pequena abertura, eram a forma adequado para forçar a passagem do fluido do corpo para as asas, preparando-a para o voo quando se libertasse do casulo; ao privar a borboleta do esforço, privou-a igualmente de uma vida saudável. Se longo da vida não defrontarmos obstáculos, permaneceremos débeis. Para nos fortalecermos são imprescindíveis a luta e o esforço.

Nada é Permanente

“ Nunca podes entrar duas vezes no mesmo rio. “
Heraclito

Nada no teu dinâmico universo se mantém igual. A estabilidade, paradoxalmente, baseia - se na interminável mudança. A capacidade de adaptação á mudança é um sinal de saúde emocional e inteligência - sem isso não podemos crescer.
Quanto mais flexível fores, mais aberta estarás à mudança em qualquer circunstância. O âmago dos ensinamentos de Buda é a não permanência de todas as coisas . Vê tudo tal como é - não como era ou poderia ser. Nada perdura, bom ou mau. Nunca se sabe: por vezes basta um segundo para tudo mudar. A vida está cheia de entraves para os quais não nos podemos preparar antecipadamente. Temos de lidar no presente independentemente possa acontecer.
Abraçar o provisório torna todas as nossas relações mais significativas. A vida é sagrada. O que temos agora nunca mais será igual. Cada momento tem uma vida própria. Momento a momento, a vida muda. Podemos lutar por permanecermos centrados no presente enquanto estamos também preparados, abraçando a mudança, para o futuro. Está atenta a subtis mudanças no teu corpo, no teu espírito, no tempo e no ambiente. Responde e aceita-as à medida que vão surgindo.
Tu estás aqui, agora. Tira o melhor partido do que acontece e sê feliz. Adere. Estás no ritmo, em plena vida. Abraça-a com os dois braços e coração grande. Platão ensinou-nos a não ter medo da mudança.
Quanto mais sabes e quanto mais experiência tens, menos deves temer. Tu tens capacidade de ser corajosa para lidar com qualquer que te surja.
Como podes conservar esta elasticidade quando acontecem coisas realmente más? Podes recompor-te e ajustar-te facilmente quando possuis a compreensão de que a vida é feita de altos e baixos. Tens os recursos interiores para aceitar o que não podes alterar.
Deixa a tua vida desenrolar-se. Estás a acontecer hoje. Não tentes congelar o momento quando tudo está em paz e tu feliz. Vive o momento intensamente. Quando adquires um novo conhecimento, és transformada, mudada para sempre e não podes voltar para onde estavas antes deste despertar da tua consciência. Concentra-te no teu crescimento. Todos os dias, abraça novas considerações do teu pensamento.
Como as situações estão constantemente a mudar, repensa tudo. Tudo é agora é novo.
Acredita que a vida se vai tornando melhor e melhor e melhor. Quanto mais cresceres em amor e compaixão pelos outros, mais radiosamente feliz te tornarás.


“ A vida é como um rio de acontecimentos fugazes e a sua corrente é forte. “

Marco Aurélio