quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Enfim... “ doutores “ !!!

No teu tempo de estudante, os trabalhos que requeriam pesquisa, ia à biblioteca. Era obrigado a ler algumas obras e escrever a minha maneira. Um processo que levava uma semana para concluir. Era necessário paciência, dedicação e confronto de ideias.
Hoje, o estudante vai ao Google, ou seja, a Wikipédia, saca o conteúdo, muitas das vezes sem ler e assina por baixo.
Portugal gaba-se pelo aumento de licenciados. Mas , foi em nome da Estatística, que inflacionou este dado. E em nome da Estatística valorizou-se a quantidade do que a qualidade.
Depois admiram-se que tenhamos licenciados que nunca leram livros. Licenciados com fortes lacunas de cultura geral. Licenciados que vivem somente nas suas cabeças!!
Bem, olhemos o exemplo dos concorrentes que participam nos programas de realtyshows e alguns membros do actual governo tal como os governos anteriores.

Enfim... “ doutores “ !!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Apoie-se a si próprio.

A minha amiga “ Raquel “, nome fictício  por respeito que tenho por ela, era simpática para quase toda a gente menos para uma pessoa – ela própria. Era atenciosa, paciente, amável e carinhosa. Surpreendia os amigos com postais afectuosos, telefonava aqueles de quem gostava só para dizer olá e enviava presentes aos amigos e familiares em ocasiões especiais. No entanto, raramente fazia alguma coisa simpática por si própria. Além disso, repreendia-se regularmente por qualquer coisa que considerasse que tinha feito mal e falava de si mesmo de forma negativa. Em suma, tratava-se a si própria como trataria alguém de quem não gostasse nada, e esses hábitos tinham-se traduzido numa fraca autoconfiança.
À medida que os anos passaram, “ Raquel “ foi ficando cansada e pouco rancorosa. Apercebeu-se finalmente de forma como se tratava a si própria e deixou de ter amor e a energia de que precisava para agradar a toda a gente.
No entanto, quando a conheci, ela era tão positiva em relação a si mesma e àqueles à sua volta que fiquei chocado quando me falou da sua transformação. Uma amiga chegada tinha apresentado “ Raquel “ a uma terapeuta fantástica que partilhou com ela um dos segredos da “ pequena mudança “ mais importantes do universo: só se pode dar aos outros aquilo que se tem para dar. E uma das melhores maneiras de se ter mais amor para dar é primeiro dar esse amor a si próprio.
É triste, mas, de todas as pessoas das nossas vidas, se calhar, a pessoa com quem a maior parte de nós somos mais ríspidos, a quem prestamos menos atenção e a quem damos menos amor é a nós próprios.
Quando somos amáveis e arranjamos tempo para nós, sobra-nos alguma coisa para as outras pessoas. Se não amarmo-nos a nós, não podemos oferecer muito amor aos outros.
Pode tornar-se melhor para si próprio de duas maneiras. Primeiro, evite sabotar-se com negativismo e auto-repugnância ao cair em afirmações depreciativas e derrotistas. Pensamentos como “ Não consigo “ e “ Não tenho sido um bom amigo ( ou companheiro, pai, filho, etc. ) “ também reduzem em muito a largura de banda nas “ frequências internas “ de muita pessoas. Quando começa a prestar regularmente atenção aquilo em que esta a pensar, pode ficar chocado com a quantidade de vezes que pensa de forma negativa em relação a si próprio.
Quando der por si a pensar de forma negativa, tire o pensamento da sua mente e depois dê a si próprio uma palmadinha na costas. Todos nós temos uma auto-estima inata que começa a funcionar assim que paramos de ser ríspidos, connosco próprio. Pergunte-se a si mesmo: “ Estarei a ser tão bom para mim próprio como seria para um amigo? “ Se a resposta for não, é altura de perguntar “ Porquê?” e de mudar as suas prioridades.
A segunda maneira de se tornar melhor para si próprio é reservar tempo só para si, durante o seu dia ou semana.
A forma especifica da bondade não é tão importante como a própria bondade. Quer seja tempo passado em reflexão silenciosa, a ler, em oração ou meditação, em exercício regular, num passeio a sua livraria preferida ou um banho quente de espuma, é importante que arranje tempo para fazer coisas simpáticas só para si. Reconheça que merece um tratamento especial e que ganhou a bondade que indubitavelmente tanto tenta dar aos outros.
Longe de ser egoísta, a sua bondade afectuosa em relação a si próprio vai despoletar o seu instinto natural de querer dar esse amor em troca aos outros.
Quando a “ Raquel “ começou a arranjar tempo para ela – dando passeios, lendo livros, fazendo uma massagem de vez em quando e passando tempo com amigos – ficou feliz, e o seu amor pelos outros regressou em abundância.
Lembre-se, cá se fazem, cá se pagam. No que toca a bondade, tudo começa consigo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ponha as suas expectativas a zero.


Ponha as suas expectativas a zero?

De que está ele a “ falar ? “, perguntas tu.

Antes de te dizer o que significa pôr as expectativas a zero, deixa-me explicar o que não significa. Não estou de forma alguma a sugerir que desista dos teus sonhos ou objectivos, de trabalhar a finco, de acreditar em ti mesmo ou de ser perseverante. Acredito em ter padrões elevados, e acredito que temos a ganhar o facto de termos padrões  elevados em relação a nós mesmos e aos outros. Também acho que é importante levantar-se sozinho quando cai e voltar a tentar ainda mais da segunda vez. Também acredito na competição e que sem ela as nossas vidas modernas seriam muito menos confortáveis e agradáveis. A competição é um dos factores que nos motiva a conquistar e a concretizar os nossos objectivos. E a motivação é boa.
Então o que significa pôr as suas expectativas a zero?
Foi o meu amigo e colega do décimo ano ( que morreu em 2008 com 39 anos ) que partilhou esta ideia comigo pela primeira vez.
Luís era sem dúvida uma das pessoas mais felizes e mais satisfeitas que alguma vez conheci. Ao longo do tempo em que o conheci, nunca o ouvi queixar-se de nada. Nunca falou mal de outro ser humano e nunca desejou que a sua vida fosse diferente do que era. E embora tivesse muito menos do que quase todas as pessoas que eu conhecia, ele tinha uma vida mais rica no interior, onde realmente interessa.
Lembro-me de lhe perguntar como conseguia ele manter a sua atitude calma e optimista em relação a vida nos seus últimos dias anos, quando estava lutar contra o cancro ( e continuava sem se queixar ). Ele reponde-me: “ Abílio, quando olho para o espelho, ponho a minha expectativa a zero. Dessa forma, tudo o que vejo e um milagre. Vivi assim a minha vida inteira, e isso sempre me manteve feliz e tranquilo. “
E de facto manteve, até ao dia que morreu.
Está a ver como pode esforçar-se e ter perseverança e ao mesmo tempo manter o teu nível de expectativa controlado?
Podes fazer exercícios no ginásio, por exemplo, e mesmo assim quando olhar para o espelho, pôr as tuas expectativas a zero. Dessa forma, valorizas o corpo que te foi dado, em vez de ficares ressentido com ele e desejar que fosse diferente. É uma forma inteiramente nova de viver e de olhar para a vida. Até mesmo no final da sua vida, Luís dizia : “ Isto é o melhor que há na vida. Eu tenho o dia de hoje. Tenho os meus amigos. Consigo respirar. Estou vivo. Estou muito feliz por estar aqui. “  E a parte mais bonita da atitude do Luís era que toda a gente que o conhecia sabia que cada palavra que dizia era sentida.
Quando estás desiludido com a vida, é quase sempre porque o que estás a viver não corresponde ao que imaginavas. Imaginavas a vida segundo a tua vontade e quando não corresponde ao que estava à espera ficas depressivo. Não é assim?
Lembra: baixar as tuas expectativas não significa que devas parar de esforçar nem incentivar os teus entes queridos a darem menos de si. Significa simplesmente que, depois de teres feito tudo o que podes, tens de abandonar por completo as tuas expectativas em relação ao resultado. Se conseguires fazer isto, terás eliminado uma das maiores fontes de pressão e desilusão  que existem. E terás encontrado uma das chaves para a felicidade duradoura.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Está aí?


Pense por um momento no que se passa quando fala com alguém e se torna realmente óbvio que a pessoa não está a prestar atenção ao que está a dizer. Em vez disso, está a olhar para o relógio ou a olhar por cima do seu ombro. Olha a pessoa nos olhos e nota que ela está ausente. Quando isto me aconteceu, até dei por mim a perguntar, discretamente: “ Está aí? “ Percebe-se que esta pessoa preferia estar em qualquer outro lugar.
Esta falta de atenção é irritante quando se é adulto, mas é doloroso quando se é criança – especialmente quando os olhos de pessoa para quem se está a olhar são os do próprio pai ou mãe.
Agora pense por um momento no que se passa quando está com alguém que “ está  “ realmente lá consigo – que o ouve, com a presença total, absorto pela conversa, feliz por estar ali onde está . Quando fala com pessoas assim, percebe-se que elas não preferiam estar noutro sítio qualquer. Estar com alguém assim é tão refrescante, animador e revogante. Sabe a segurança, até a magia. Realmente, um dos pontos altos de estar vivo é partilhar esse tipo de ligação.
Quando assim não acontece, ao mesmo tempo que faz com que as pessoas com quem está se sintam desprezadas e insignificantes. É fatigante e frustrante ter uma mente ocupada que não consegue manter-se calma e presente num sítio . Uma mente que não consegue estar quieta e geralmente ansiosa é facilmente perturbável.
Por outro lado, uma pessoa que consiga manter-se concentrado e presente sente os benefícios que acompanham esse estado de espírito. Uma pessoa que não se descontrole tem menos tendência a criar dramas interiores e não tem a tendência a exagerar as coisas. Estes são dois ingredientes para a paz interior.
É um exemplo de uma pequena mudança que traz enormes dividendos para si e para todos com quem esteja em contacto. Ao tornar-se presente, vai conseguir comunicar melhor, ser mais produtivo, relacionar-se melhor. Passado algum tempo, verá que mais ninguém lhe vai perguntar: “ Está aí? “

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pense nas bênçãos.

Quando viajo nos transportes públicos até ao trabalho, reparo que muitas pessoas têm a tendência a concentrar-se tanto naquilo que está mal nas suas vidas – os seus empregos, as suas relações e outras circunstâncias – que não reparam no que corre bem.
Tal como a maioria das pessoas tenho problemas que, por vezes me deitam abaixo, mas não suficiente para impedir-me de sentir grato por tudo o que tenho. Mas, infelizmente, as pessoas focam as suas energias no que está mal e passam os dias amargurados.
Muitas vezes, é necessário concentrarmo-nos no que está mal para podermos melhor as coisas. Mas faça a si próprio estas perguntas: está a debruçar-se sobre o que está mal porque está genuinamente a tentar melhor as coisas? Ou esta concentrado em tudo o que está mal só por hábito? Discute os seus problemas com os outros numa tentativa construtiva de os resolver? Ou está  apenas a descarregar e a reforçar o negativismo neste processo?
Sempre que um pensamento negativo assolar a sua mente, ponha-se a fazer caretas ao espelho!! Ou comece a cantar, dançar ou ria sem motivo. Ou ande, corra, ande de bicicleta. Quebre a rotina.
Todos nós temos o poder de reduzir a percentagem de tempo que passamos a concentrar-nos no que está mal e de passarmos esse tempo a valorizar o que está bem. Por isso precisa de intenção, prática e repetição.
Pense nas bênçãos, vai ser fácil sentir satisfeito, carinhoso, grato e reconhecido.