domingo, 10 de fevereiro de 2013

Está aí?


Pense por um momento no que se passa quando fala com alguém e se torna realmente óbvio que a pessoa não está a prestar atenção ao que está a dizer. Em vez disso, está a olhar para o relógio ou a olhar por cima do seu ombro. Olha a pessoa nos olhos e nota que ela está ausente. Quando isto me aconteceu, até dei por mim a perguntar, discretamente: “ Está aí? “ Percebe-se que esta pessoa preferia estar em qualquer outro lugar.
Esta falta de atenção é irritante quando se é adulto, mas é doloroso quando se é criança – especialmente quando os olhos de pessoa para quem se está a olhar são os do próprio pai ou mãe.
Agora pense por um momento no que se passa quando está com alguém que “ está  “ realmente lá consigo – que o ouve, com a presença total, absorto pela conversa, feliz por estar ali onde está . Quando fala com pessoas assim, percebe-se que elas não preferiam estar noutro sítio qualquer. Estar com alguém assim é tão refrescante, animador e revogante. Sabe a segurança, até a magia. Realmente, um dos pontos altos de estar vivo é partilhar esse tipo de ligação.
Quando assim não acontece, ao mesmo tempo que faz com que as pessoas com quem está se sintam desprezadas e insignificantes. É fatigante e frustrante ter uma mente ocupada que não consegue manter-se calma e presente num sítio . Uma mente que não consegue estar quieta e geralmente ansiosa é facilmente perturbável.
Por outro lado, uma pessoa que consiga manter-se concentrado e presente sente os benefícios que acompanham esse estado de espírito. Uma pessoa que não se descontrole tem menos tendência a criar dramas interiores e não tem a tendência a exagerar as coisas. Estes são dois ingredientes para a paz interior.
É um exemplo de uma pequena mudança que traz enormes dividendos para si e para todos com quem esteja em contacto. Ao tornar-se presente, vai conseguir comunicar melhor, ser mais produtivo, relacionar-se melhor. Passado algum tempo, verá que mais ninguém lhe vai perguntar: “ Está aí? “

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