sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“Um apelo ao mundo: o caminho para a paz em tempos de divisão”. De O 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, é o líder espiritual do Tibete e Prêmio Nobel da Paz.


O 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, é o líder espiritual do Tibete e Prêmio Nobel da Paz. Escreveu este artigo com Franz Alt, jornalista de TV e autor de best-seller. Este texto é uma adaptação extraída de seu novo livro, “Um apelo ao mundo: o caminho para a paz em tempos de divisão”.


Quando o presidente dos Estados Unidos diz “Primeiro a América “, ele está fazendo com que seus eleitores se sintam felizes. Sou capaz de entender isso. Mas, de uma perspectiva global, esta afirmação não é relevante. Hoje em dia, tudo está interconectado.

A nova realidade é que somos todos interdependentes uns com os outros. Os Estados Unidos são uma nação que lidera o mundo livre. Por essa razão, peço ao seu presidente que pense melhor sobre questões de âmbito global. Não há fronteiras nacionais quando se trata de proteção climática ou de economia global. Tampouco há fronteiras religiosas. Chegou a hora de entendermos que somos todos seres humanos iguais neste planeta. Quer desejemos ou não, precisamos coexistir.

A história nos diz que quando as pessoas perseguem apenas seus próprios interesses nacionais, há conflitos e guerras. Essa visão é míope e estreita. É também não realista e desatualizada. Vivermos juntos como irmãos e irmãs é o único caminho para a paz, para compaixão, para a presença mental e para termos mais justiça.

Chegou a hora de entendermos que somos todos seres humanos iguais neste planeta. Quer desejemos ou não, precisamos coexistir.

A religião pode, até certo ponto, ajudar a superar a divisão. Mas só a religião não será suficiente.

Neste momento, a ética secular global é mais importante do que as religiões clássicas. Precisamos de uma ética global que possa acolher os que creem em alguma religião e os que não creem em religião alguma, incluindo os ateus.

Meu desejo é que, um dia, a educação formal dê atenção à educação do coração, que ensine o amor, a compaixão, a justiça, o perdão, a presença mental, a tolerância e a paz. Essa educação é necessária, desde o jardim de infância até o ensino médio e as universidades. Refiro-me a aprendizagem social, emocional e ética. Precisamos de uma iniciativa mundial para educar o coração e a mente nesta era moderna.

Atualmente, nossos sistemas educacionais são orientados principalmente para valores materiais e para o treinamento do intelecto. Mas a realidade nos ensina que não chegamos à razão exclusivamente através do intelecto. Precisamos colocar mais ênfase nos valores internos.

A intolerância leva ao ódio e à divisão. Nossos filhos devem crescer com a ideia de que o diálogo, e não a violência, é a maneira melhor e mais prática de resolver conflitos. As gerações mais jovens têm uma grande responsabilidade em garantir que o mundo se torne um lugar mais pacífico para todos.

Mas isso só poderá se tornar realidade se educarmos, não apenas o cérebro, mas também o coração.

Os sistemas educacionais do futuro devem dar maior ênfase ao fortalecimento das habilidades humanas, como o afeto, o senso de unicidade, a humanidade e o amor.

Vejo ainda mais claramente que o nosso bem-estar espiritual não depende da religião, mas da nossa natureza humana inata – nossa afinidade natural pela bondade, pela compaixão e por cuidar dos outros. Independentemente de se pertencer a uma religião ou não, todos nós temos uma fonte fundamental e profundamente humana de ética dentro de nós mesmos. Precisamos nutrir essa base ética da qual nós todos compartilhamos.

A ética, ao contrário da religião, é fundamentada na natureza humana. Por meio da ética, podemos trabalhar na preservação da criação. A empatia é a base da coexistência humana. Creio que o desenvolvimento humano depende da cooperação e não da competição. A ciência nos confirma isso.

Precisamos aprender que a humanidade é uma grande família. Somos todos irmãos e irmãs: fisicamente, mentalmente e emocionalmente. Mas ainda nos concentramos demasiadamente em nossas diferenças em vez de nossas semelhanças. Mas ao final, cada um de nós nasceu da mesma maneira e morrerá da mesma maneira.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

13 conselhos de Buda para viver de forma mais tranquila.

Existe, segundo Buda, uma forma de viver momentos difíceis de uma maneira mais tranquila e o segredo tem a ver com atitude, separamos 13 conselhos deixados para aqueles que passam por essa situação:

1) AS COISAS SÃO O QUE SÃO
A nossa resistência às coisas é a principal causa do nosso sofrimento. Este acontece quando resistimos às coisas como elas são. Se não se pode fazer nada, relaxe. Não lute contra a correnteza, aceite ou então se consuma em seu sofrimento.

2) SE VOCÊ ACHA QUE TEM UM PROBLEMA, VOCÊ TEM UM PROBLEMA
Repare que tudo é olhado através de uma perspectiva. Em um determinado momento as coisas parecem difíceis, no outro não. Sabendo disso, caso tenha uma dificuldade escolha entendê-la como um desafio, uma oportunidade de aprendizado. Se enxergá-la como um problema, essa dificuldade será certamente um problema.

3) A MUDANÇA COMEÇA EM VOCÊ MESMO
Seu mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior. Temos o hábito de achar que tudo ficará bem quando as circunstância mudarem. A grande verdade, no entanto, é que as circunstâncias só mudarão quando essa mudança ocorrer em nosso interior.

4) NÃO EXISTE APRENDIZADO MAIOR DO QUE FALHAR
O fracasso não existe!!! Entenda isso de uma vez por todas. Todas as pessoas de sucesso já falharam diversas vezes. Aproveite suas falhas como um grande aprendizado. Se fizer isso, na próxima vez estará mais perto do sucesso. A falha é sempre uma lição de aprendizado.

5) SE ALGO NÃO ACONTECE COMO O PLANEJADO, SIGNIFICA QUE O MELHOR ACONTECEU

Tudo acontece de forma perfeita, até quando dá errado. Muitas vezes, quando olhamos para trás, percebemos que aquilo que consideramos errado, na verdade foi o melhor que podia ter acontecido. No entanto, quando dá certo, certamente estamos alinhados com nosso propósito de vida. O universo sempre trabalha a nosso favor.

6) APRECIE O PRESENTE

Nós só temos o momento presente! Portanto não o deixe passar perdendo tempo com o passado. Valorize seu momento presente pois ele é único e importante. É a partir dele que cria sua vida futura.

7) DEIXE O DESEJO DE LADO

A maioria das pessoas vive a vida guiadas pelos desejos. Isso é extremamente perigoso, um desejo não satisfeito transforma-se em uma grande frustração. Frustação desencadeia uma energia negativa muito forte e retrai seu crescimento. Procure entender que tudo o que precisa vai chegar até você se cultivar sua felicidade incondicional. Pratique uma mente isolada, só assim suas emoções permanecerão felizes ou neutras.

8) COMPREENDA SEUS MEDOS E SEJA GRATO POR ELES

O medo é o contrário do amor, é quem mais atrapalha sua evolução caso não saiba entendê-lo. No entanto ele é importante na medida em que fornece uma grande oportunidade de aprendizado. Quando enfrenta e vence o medo, se torna mais forte e confiante. Superar seus medos requer prática, o medo é apenas uma ilusão e, acima de tudo, é opcional.

9) EXPERIMENTE ALEGRIA

Existem pessoas que se divertem com tudo o que lhes acontece. Mesmo na pior situação, riem de si mesmas. São pessoas felizes que enxergam crescimento em tudo. Essas pessoas aprenderam que é importante focar na alegria e não nas dificuldades. O resultado é que atraem muito mais situações felizes do que tristes.

10) NUNCA SE COMPAREM COM OS OUTROS

Você é único, veio aqui com uma missão só sua. E ela é tão importante quanto a de qualquer outra pessoa. Mesmo assim se não conseguir evitar comparações, compare com quem tem menos que você. Isso é uma ótima estratégia para perceber que tem sempre muito mais do que precisa para ser feliz.

11) VOCÊ NÃO É UMA VÍTIMA

Você é sempre o criador de suas experiências! Tudo o que lhe acontece foi atraído por você mesmo e extremamente necessário pra seu aprendizado. Quando algo que considera desagradável acontecer com você, agradeça e pergunte: “Por que será que atraí isso para minha vida?”, “O que preciso aprender com essa experiência?”.

12) TUDO MUDA

Isso também vai passar…palavras de Chico Xavier. Tudo nessa vida é dinâmico, tudo muda em um segundo. Portanto, não fique se lamentando. Caso não saiba o que fazer, não faça nada. O universo não para de mudar, crescer e se expandir, sendo assim espere, por que tudo vai passar.

13) TUDO É POSSÍVEL

Milagres acontecem todos os dia, e nós mesmos é que somos responsáveis por eles. Confie e acredite nisso. Na medida em que conseguir sua mudança de consciência, encontrará em você o poder de realizar milagres. É tempo de mudar e entender sua importância, a possibilidade que você tem de mudar o mundo. Acredite!!!!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Confrontos não provam que você é melhor, apenas o igualam ao outro. Autoria desconhecida

Antigamente, quando uma pessoa mentia para mim, eu me sentia tão irritada e até mesmo ofendida a ponto de confrontar a pessoa e desmascará-la onde e quando fosse. Parecia que a mentira, mesmo que nada tivesse a ver comigo, era uma afronta a minha inteligência, a minha capacidade de discernimento, e eu, ariana legítima, não poderia deixar passar e me envolvia em confrontos.

Os anos foram passando e passando… Mudei de cidade e me vi cercada de pessoas maravilhosas, mas também cercada de pessoas que mentem por qualquer coisa. Pessoas viciadas em mentir. E o que fazer? No começo eu brigava com todas elas. Esfregava a verdade na cara delas e do mundo. Partia para os confrontos mesmo.

Os anos foram passando e me dediquei a estudar a mim mesma, como já contei em outros artigos. Meditação, ioga, terapia, leitura… Tudo o que pudesse me mostrar o que tinha dentro de mim, me mostrar a Kássia de verdade. E descobri que o meu incômodo com a mentira veio de muito, muito longe, na infância.
Nunca acreditei em Papai Noel, coelho da Páscoa, “homem do saco”, monstros… (Não sou contra quem acredita, não me entendam mal). Sabia, desde muito nova, que a minha mãe dava um duro danado para nos sustentar e que, em muitas dessas datas, não poderia viver as ceias dos filmes, ganhar as bonecas da moda (não que eu fosse muito fã de bonecas), ganhar os ovos de Páscoa das marcas famosas. Fui criada de forma muito realista. As mentiras que eu ouvia eram para amenizar os problemas ou não criar um. E quando descobri, já era adolescente. Aí, já sabe, não é? Revolta.

Fui pra o mundo muito cedo, sem experiência quase nenhuma. Mas não tinha medo de nada, o que, muitas vezes, pode representar um grande perigo. Lembro que no meu primeiro emprego, em um jornal da minha cidade, eu queria brigar com um juiz que mentiu em uma entrevista dada a mim, foi desmentido por mim, e mandou uma carta resposta me chamando de “jornalistazinha”. Hoje acho cômico, mas na época a vontade de ir nas fuças dele (eu tinha 18 anos) era imensa. Mas lembro que meu superior, na época, me disse: “Isso vai acontecer muitas vezes. A vida é assim”.

Como jornalista trabalhei com esporte, área policial (pela qual eu era apaixonada, já que sou filha de dois) artes, política… E vi que havia uma coisa em comum em todas elas: a mentira! O humorista que me tratava super mal nos bastidores mas, quando ligava o gravador, se tornava a pessoa mais carismática do mundo. O político que abraçava uma pessoa humilde, tomava o café, e depois fazia piada da situação; os jogos visivelmente vendidos; o policial que tinha parceria com o advogado do bandido e com o juiz e, quando o preso chegava a delegacia, depois de meses de investigação, já havia um habeas corpus prontinho e o advogado lá rindo do trabalho dos policiais honestos…

Na vida pessoal vi pessoas mentindo descaradamente para ganhar atenção, status dinheiro… Pessoas mentindo para manter relacionamentos ou terminar. Vi currículos que pareciam piada de tão evidentes que eram as mentiras. Vi pessoas chorarem na frente de outras jurando não terem feito uma coisa que fizeram na minha frente. E o que fazer? Brigar com o mundo? Entrar em confrontos com todos eles? Virar uma justiceira?

Confesso que passei por esta fase, como disse anteriormente. Mas ninguém, sim NINGUÉM pode consertar o mundo inteiro. Porém, tem uma coisa que você pode fazer pelo mundo: mudar a você mesmo. Seja honesto com você mesmo, em primeiro lugar. Não minta e ponto final. Eduque-se e saiba respeitar o modo de vida escolhido pelos outros. Eduque seus filhos a serem honestos como você é. Se uma pessoa mente, ela tem um motivo. Antes de prejudicar você, ela está prejudicando a si própria. Porque a mentira vicia. E depois da primeira vem a segunda para sustentar a primeira, e a terceira para sustentar a segunda… E chega a um ponto em que a pessoa não consegue mais parar.

Quantas pessoas se casaram com outras que não amavam para agradar aos pais ou a sociedade e foram infelizes por anos e anos? Quantas pessoas reprimiram sua sexualidade por anos e se tornaram amargas e preconceituosas por não aceitarem a si próprias? Quantas pessoas entraram em forte depressão, tiveram um infarto ou um AVC por estarem tão sufocadas por mentiras que não conseguiam sustentar?

O que vou dizer a seguir pode soar egoísta, mas depois vocês vão entender o porquê: cuide do seu karma, seja bom, honesto e não minta. Pense em você. Ninguém pode sustentar uma mentira por muito tempo. Pode demorar dias, meses, anos… Mas ela sempre vem à tona. Não adianta. Com brigas, confrontos, expondo a pessoa (que já está fazendo isso sozinha), você se desgasta, se estressa, se deprime, se expõe, adoece e pode até morrer. É isso que você quer?
Sei que às vezes é difícil saber que uma pessoa falou uma mentira a seu respeito. Pode magoar muito. Mas, se você age de maneira correta, a mentira não vai se sustentar e o autor vai se autodestruir. É a Lei do Retorno. Ninguém consegue fugir dela.

De que adianta vestir as melhores roupas, comprar os melhores sapatos, ir às melhores festas e estar devendo ao banco ou aos vendedores? De que adianta mentir que sabe fazer um trabalho, ser contratado, e na hora de fazer não conseguir? De que adianta mentir para seus filhos e dormir com a consciência pesada? De que adianta ser infeliz com uma pessoa que não ama para não perder o status de casado ou financeiro? De que adianta reprimir sua sexualidade, chegar aos 60, 70 anos e dizer “quanta coisa eu perdi. Quanto fui infeliz”? De que adianta ter que mudar de salão ou de loja a cada mês porque não pode pagar, mas quer estar sempre alinhada? Uma hora a “casa cai”. Não tem escapatória.

Então, ao invés de bater de frente, deixe a pessoa falar. Cuide de você. É desta forma que mudamos o mundo. Cada um cuidando de si, e quando se sentir pronto, espalhe este amor para mais e mais pessoas (porque quando descobrimos nosso verdadeiro “eu” nos tornamos mais amor). Pequenas ações ajudam. Eu escrevo, conto minhas experiências e mostro às pessoas que elas não estão sozinhas e que sim, há possibilidade de mudar de fogo para um rio calmo. Ainda não alcancei o nível de maturidade emocional e espiritual que busco, mas não vou desistir. E é isso que me motiva a cada dia.

Tenho plena consciência de quem sou, e de que não posso mudar as pessoas. A mudança é um trabalho longo, contínuo e individual no qual estou trabalhando dia após dia. E os resultados vêm. Quando uma pessoa insiste em mentir para mim, me afasto e além de agradecer em minhas orações por ter resolvido a situação, peço pela pessoa. Uma hora ela vai reconhecer o mal que fez ao outro e a si própria, principalmente, e vai mudar de postura. Pode durar até mais de uma encarnação. Mas vai acontecer. Tenha certeza!

Então cuide de você, melhore a você, vença a você. E o Universo o recompensará. Não digo que é difícil (aprendi com uma pessoa muito especial). Digo que é diferente. E tudo que é diferente assusta mesmo. Mas, digo por experiência própria: vale a pena. Confrontos não provam que você é melhor ou pior do que o outro, mas o igualam a ele. Seja diferente.

Namastê

sábado, 25 de novembro de 2017

Os populistas têm geralmente a tendência de fazer promessas totalmente irrealistas.

As reivindicações de fronteiras seguras e justiça social na globalização não são por isso reivindicações que uma sociedade e um governo democráticos possam deixar nas mãos dos populistas de direita, os quais, além disso, põem em causa os princípios do direito internacional plasmados nas Convenções de Genebra - mesmo que, no âmago da sua análise sobretudo vaga e simplificada, possa também residir uma chispa de verdade. Contudo, nem no passado nem no presente, os populistas de direita ou os ditadores de todos os extremismos conseguiram comprovar, nem mesmo em certa medida, estar em condições de resolver problemas de forma pacífica, humana ou duradoura. No final, o seu poder desembocou, quase sem excepção, e à custa das minorias e contra a própria população, em caos, guerra, e opressão.
Os populistas têm geralmente a tendência de fazer promessas totalmente irrealistas. Contudo, mal se veem no poder ou tem nele alguma participação, tornam-se muitas vezes clara a desproporção entre as reivindicações e a realidade. Temos a disposição exemplos suficientes na história que nos demonstram que os governos de populistas da direita, ou com a sua participação, apresentam geralmente duas tendências: ou os interesses dos eleitores são virados de avesso ou as disputas intrapartidárias conduzem a rutura do partido.

Excerto do Livro " Uma Vida Alemã " de Brunhilde Pomsel e Thore D. Hansen ( Pag. 202 & 203 Pgr. 1 )

Prefácio de Rui Marques do Livro " Uma Esperança mais forte do que o mar " de Melissa Fleming.

Prefácio de Rui Marques do Livro " Uma Esperança mais forte do que o mar " de Melissa Fleming.

( A extraordinária história de amor, perda e sobrevivência de uma refugiada  )

Um dos nossos maiores erros quando olhamos para a " crise dos refugiados " é pensar em multidões em marcha, numa massa informe, onde só se percepcionam ruídos e se teme uma " invasão ". Tenho para mim que essa imagem perturba a verdadeira compreensão do que quer dizer a tragédia de cada uma destas pessoas. As massas apagam as pessoas. Tiram-lhes as alma. Na verdade, deveríamos ser capazes de parar em cada uma destas pessoas, sem desviar o olhar, nem acelerar o tempo. Ser capazes de contemplar a sua história individual, no seu sofrimento e na sua coragem, num verdadeiro exercício de empatia. É que só quando conseguimos passar da multidão para a pessoa concreta, é que entramos verdadeiramente neste templo sagrado que é o Ser Humano (...)
O segundo " erro " que cometemos quando pensamos em " refugiados " é escondermos atrás da pergunta " Quem são eles ? " e construirmos um muro de respostas condicionadas pelo medo e pelo preconceito. " São diferentes ", " tem outra religião e outros costumes ", se calhar, " São terroristas " são algumas das respostas que encontramos nesse muro. Nas discussões no espaço público e na dinâmica mediática estamos cheios de exemplos desta perversão  A fogueira do medo arde esses argumentos. Com dolo, ou simplesmente com uma negligência descuidada, muitos vão manipulando o sentir geral a partir dessa pergunta. Vão-nos tornando reféns da desconfiança e empurram-nos para o gesto desumano de fechar a porta a quem nos pede socorro, porque tememos todos os perigos do mundo (...)
Mas que " Quem são eles " não é questão mais importante no quadro atual. A pergunta que devemos fazer é : " Quem somos nós?". Esta é que é a interrogação vital. (...) O que fazemos nós ? Que respostas damos ? Sem álibis, nem desculpas mais ou menos elaboradas, que valores mostramos? Esta resposta mostra-nos ao espelho, porque, em grande medida, somos o que fazemos. A nossa identidade não está nas palavras ou nos tratados e leis que nos regem, nem na narrativa que construímos sobre o nosso sentido solidário ou a nossa civilização humanista. Esta, acima de tudo, no que fazemos, no concreto, perante as crises que estão perante nós.
Finalmente (...) o terceiro erro. Quando cruzamos com este sofrimento humano, não rara vezes, elaboramos sobre os " culpados ".E não nos falta criatividade e cultura política para encontrar uma imensidão de culpados e instâncias responsáveis. Na nossa " indignação de sofá " atiramos em todas as direcções e deixamo-nos consolar um pouco. Encontrados os " culpados " podemos prosseguir a nossa vidinha. Ora a terceira pergunta urgente perante o drama tantos Doaa ( heroína do livro ) é qual é a nossa responsabilidade : o que podemos fazer, concretamente, para abrir " esperanças maiores do que o mar ".

IGNORAR CERTAS PESSOAS NOS TORNA MAIS FELIZES. Texto de Prof. Marcel Camargo

Quanto mais vivemos, mais percebemos que a arte de ignorar certas pessoas é capaz de nos poupar de muitos dissabores, aumentando a qualidade de nosso dia-a-dia. Com o tempo, vamos aprendendo que gastar energia com pessoas e coisas que não merecem um mínimo de consideração é atraso de vida, e que só serve para aumentar a quantidade de nossos cabelos brancos e de nossas decepções acumuladas.

Não dê ouvidos a quem está sempre dizendo que nada vai dar certo, que você não vai conseguir, ou que seus sonhos são utópicos demais. Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos e ninguém tem o direito de nos determinar qual é o real alcance de nosso potencial. Nossos ideais é que alimentam as nossas esperanças, as nossas certezas de que o amanhã virá mais belo e pleno de realizações.

Passe por cima, com dignidade e elegância, das opiniões contrárias, dos pontos de vista que denigrem e diminuem tudo aquilo em que acredita. Poderemos nem sempre estar com a razão, mas jamais deveremos abrir mão do pulsar de nossos sentidos, das crenças que nos sustentam o olhar adiante e que nos impulsionam a seguir sempre em frente, a despeito das adversidades e dos tombos que a vida nos dá.

Atropele seus medos, os temores que emperram os seus passos, que tolhem o seu caminhar da liberdade da qual deve se revestir. Não se contamine pelas negatividades alheias, de gente que nunca ousou desvencilhar-se das amarras das convenções sociais, de gente que nunca saiu do lugar, iludindo-se pela comodidade desconfortante da ilusória zona de conforto em que se amotina.

Não ligue para aqueles que desacreditam de seus empreendimentos, de suas idéias, dos sonhos que embasam a sua busca pela felicidade, em casa, no trabalho, onde for. Mantenha firme o seu propósito de encontrar o amor verdadeiro, o amigo leal, o emprego perfeito, a carreira naquilo em que você é melhor. Nada nem ninguém nos impedirá a construção de um caminho de sonhos palpáveis, caso acreditemos em nós mesmos.

Esqueça as palavras de desânimo e de desmotivação que ouvir pelo caminho, enquanto tenta seguir a luz que ilumina a sua jornada. Lembre-se de que ouvir a voz que vem do seu coração lhe abrirá muitas portas que estarão prontas para recebê-lo diariamente, bem como o levará ao encontro de pessoas que o acompanharão com apoio sincero, amando tudo o que em você é digno de admiração verdadeira. Não guarde dentro de si lixo emocional que os desavisados tentam lhe empurrar, tentando atraí-lo para dentro de suas próprias escuridões.

Ignorarmos aqueles que nos ferem gratuitamente, que querem tão somente nos paralisar, para que estagnemos ao nível da miséria emocional em que se encontram, será uma das atitudes mais sábias e úteis que tomaremos ao longo de nossas vidas. Porque ninguém é capaz de acabar com a grandeza que possuímos aqui dentro, nem ninguém tem poder algum sobre as nossas verdades, a não ser que deixemos. No mais, o que importa é ser feliz, e bem longe de gente chata.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A produtividade não tem nada a ver com dinheiro mas com felicidade. Via Abílio de Sousa

Quando as pessoas sentirem que fazem parte de um projecto. Que se identificam com o projecto, ou seja, que estejam no seu elemento sentem valorizadas. Ao sentirem valorizadas sentem-se felizes. Ao sentirem felizes produzem mais.
A produtividade não tem nada a ver com dinheiro mas com felicidade.