terça-feira, 16 de maio de 2017

O LIVRO DA LUZ.

"(...) É a vida, amigo, é a vida quem te dá tudo. Absolutamente tudo. A vida dá-te tudo, desde o ar que respiras até à roupa que vestes, os filhos que tens, os amigos, a tua educação, dinheiro, emprego, relações. Já reparaste na quantidade de coisas e pessoas que a vida já te deu? Porque é que ficas sempre a olhar para o que não tens? Porque querias ter. E querer é ego.
Achas-te no direito de ter um certo número de coisas, mas em nome de quê? Quem tas deu? Quem te disse que eram tuas? Foi o teu ego que te encheu a cabeça com a ilusão de que tens direito a tudo. Faço-te uma proposta. Esquece tudo. Fica a zeros. Considera que não és dono de nada. De absolutamente nada. Tudo é da vida. E agora, devagar, começa a percepcionar todas as coisas que a vida já te deu. Tudo o que tens recebido.
Começa a ver, uma a uma, cada coisa que a vida se disponibilizou a oferecer-te, cada coisa, cada pessoa, cada emoção. E tenta sentir a gratidão por tantas coisas já recebidas. Deixa essa gratidão crescer no teu peito. Deixa que ela invada com a sua frequência excepcional a tua energia. E nunca mais vais ver a vida da mesma maneira.(...)" O LIVRO DA LUZ.

Triste destino é o homem morrer conhecido de todos, mas desconhecido a si mesmo.

Triste destino é o homem morrer conhecido de todos, mas desconhecido a si mesmo
Por Erick Morais

Por que a solidão assusta tanto as pessoas? Será que o encontro consigo mesmo é tão assustador? Pascal já dizia que os homens sentem enorme dificuldade em olhar-se no espelho sem máscaras, pois o encontro entre o eu e o mim sempre é doloroso. Em outras palavras, o autoconhecimento, tão importante para o crescimento emocional, depende de uma dose de solidão. No entanto, na sociedade contemporânea a solidão parece não agradar muito as pessoas.

Vivemos o tempo inteiro em multidões, sejam elas reais ou virtuais, de modo que evitamos ao máximo estar sozinhos. É como se quiséssemos evitar o encontro com aquilo que de alguma forma nos fará olhar a ordem estabelecida de outra forma e, por consequência, se afastar da manada. É sempre mais fácil seguir a manada, se adequar ao protocolo social, do que ser um inadequado que se guia pelo seu próprio querer.

Sendo assim, procuramos andar aglomerados, fazendo as mesmas coisas, comportando-se da mesma maneira, ainda que não haja uma vontade imanente de fazer tais coisas ou agir de determinada forma. Não nos damos conta que somos apenas reprodutores da vontade de terceiros que não tem nada a ver conosco.

Essa adequação acontece em grande parte pelo medo da solidão. Obviamente, somos seres sociais, como atentou Aristóteles. Logo, precisamos conviver com outras pessoas, ter boas relações, o que, aliás, é muito bom para o indivíduo. Todavia, também é necessário que o indivíduo tenha tempo para si, em solidão, a fim de que possa avaliar a sua vida, tomar decisões sem pressões alheias, rever seus atos, reaver seus relacionamentos, etc. Esse processo faz com que o indivíduo possa se conhecer melhor (autoconhecimento) e conhecendo-se melhor, perceberá o que de fato o faz feliz.

Se fugirmos o tempo inteiro da solidão, nunca nos conheceremos verdadeiramente e, assim, nossa vida não terá identidade própria, mas antes, seguirá os ditames de outras vidas. Quantas vezes estamos imersos o tempo inteiro em relações e nos comportamos de determinada forma, e quando nos afastamos percebemos que aquelas pessoas e aquele comportamento não se coadunavam com o que somos?

Ficar um sábado em casa, assistindo a um filme ou lendo um livro, ao invés de sair com os amigos pode ser uma ótima experiência, em que na tranquilidade do silêncio das vozes alheias, podemos perceber coisas que passam despercebidas no dia a dia, em que estamos envoltos por um sem número de pessoas (sejam reais ou virtuais). E, assim, descobrimos muito sobre nós mesmos e, sobretudo, sobre o que não somos.

Esse processo de autoconhecimento não é fácil, uma vez que ao descobrirmos mais sobre nós mesmos, poderemos deixar de achar muitas coisas, as quais fazíamos, interessante, incluindo pessoas. Por isso, de forma genérica, as pessoas buscam passar a maior parte do tempo “conectadas”, como se a solidão não possuísse qualquer utilidade.

O que buscamos, na verdade, é fugir das dores que o autoconhecimento promove, já que sabendo o que se é e buscando-se o que se quer, há grande chance de sermos vistos como loucos e de deixarmos de ser uma peça interessante para o grupo. Afinal, em um mundo que vive sob ditaduras, como a da felicidade, todos agem do mesmo modo, fazem as mesmas coisas, são bem sucedidas e estão sempre felizes, não é interessante ter alguém que viva do jeito que lhe apraz, que pense por si só e não siga as regras do jogo.

A vida em sociedade é necessária e extremamente importante, desde que cada um possa ser o que de fato é. Somente, assim, criam-se relações de verdade, com raízes e sinceridade e não troca de conveniências, em que se busca tão somente a fuga do medo de estar só. A verdadeira felicidade está em buscar o que realmente faz o coração terno. Portanto, às vezes, a solidão é importante para que possamos saber o que faz o coração terno, e não apenas reproduzir o que o protocolo social diz ser o caminho da felicidade.
Em hipótese alguma a solidão deve ser adotada como morada. Mas, visitá-la de vez em quando é tão importante quanto se relacionar com alguém, pois precisamos saber o que somos para que possamos dar o que há de mais puro e verdadeiro em nós. Antes de vivermos uma relação, é preciso saber o que somos, e isso só aprendemos na companhia da solidão. Pois, como dizia Francis Bacon:

“Triste destino é o homem morrer conhecido de todos, mas desconhecido a si mesmo.”

Amar uma divindade...

Amar uma divindade com o intuito de obter dividendos e como amar o(a) parceiro(a) para que os nossos caprichos infantis sejam satisfeitos.
Quando o nosso agir vivem a função do interesse, tornamo-nos falsos!

Tolerar é permitir que o outro seja outro, mas você não é obrigado a omitir-se.

Tolerar é permitir que o outro seja outro, mas você não é obrigado a omitir-se.
Por Josué Ghizoni


Tolerar significa suportar, aceitar. Para tolerar preciso desenvolver a flexibilidade, a condescendência, a aceitação.

Isto é fácil?
A Programação Neurolinguística (PNL) tem como um dos seus pressupostos básicos o seguinte: O meu mapa não é o território. Compreender que cada um vê o mundo de acordo com sua realidade interna. Para compreender, aceitar, tolerar o modo, o pensar, o agir do outro, preciso “colocar o seu sapato”, ou seja, colocar-me no lugar do outro e ver a partir do seu mapa interno. Aí vamos perceber que a pessoa tem toda a razão.

De fato, não é fácil a convivência com quem pensa diferente. Mas certas práticas ou a aquisição de certas virtudes, como essa da tolerância ou da flexibilidade facilitam em muito a boa convivência social.

A ONU considerou a tolerância tão importante para a paz mundial que criou o Dia Internacional da Tolerância: 16 de novembro. Isto devido às intolerâncias no campo religioso. Por sinal, dois campos onde mais se carece de tolerância é mesmo no campo religioso e no campo político. A melhor atitude de tolerância no campo religioso é você admitir que a possibilidade de salvação existe fora daquilo em que você acredita como único caminho. Salva-se o quem segue sua consciência e não uma religião.
Foi o filósofo Espinosa quem primeiro defendeu a tolerância com argumentos objetivos, mostrando que a violência e a imposição não podem promover a fé.

Tolerar é suportar e o Apóstolo Paulo fala isto mesmo: “Suportai-vos uns aos outros”. Deixar o outro ser outro. Isto não significa que não tenho responsabilidade diante do agir das pessoas. Jesus mesmo pede para corrigir o irmão. A Bíblia pede aos pais para corrigirem os filhos. Suportar ou tolerar não quer dizer omitir-se.

Sem sombra de dúvida que tolerar é permitir que o outro seja outro, que pense diferente. Saber conviver pacificamente com aquele que pensa diferente no campo religioso e político é, sem dúvida, um dos maiores desafios do mundo atual.

O mundo é uma Baleia Azul

O mundo é uma Baleia Azul
As doenças mentais estão aqui e não é de ontem, não é do jogo que começou na Rússia, não é da conta da Netflix — é da vida
Texto de Marta Guerreiro.

Subitamente, as redes sociais ficaram inundadas com artigos de ajuda para pessoas com depressão. Subitamente, as crianças estão a ser avisadas sobre os perigos online e os perigos das doenças mentais. Subitamente, aquilo que devia ser feito todos os dias está a ser feito agora e até aqui tudo bem. Agora vou questionar: até quando? Talvez até a série 13 Reasons Why deixar de ser tão falada ou até o jogo da Baleia Azul deixar de ser notícia.

No mundo real somos séries sobre suicídio e somos baleias azuis, cor-de-rosa, pretas, brancas e amarelas. As doenças mentais estão aqui e não é de ontem, não é do jogo que começou na Rússia, não é da conta da Netflix — é da vida. No mundo real, as crianças, pré-adolescentes, adolescentes e adultos precisam de aconselhamentos e precisam de valorização quando têm doenças como ansiedade ou depressão. A automutilação, para quem não sabe, é um vício como o tabaco e, por favor, poupem-me os discursos das chamadas de atenção. Mesmo que seja assim, não acham que é necessário socorrer e entender as motivações?

Aquilo que ainda me deixa mais intrigada são as pessoas que passaram e passam por estas doenças mas conseguem continuar a usar estas modas, citações ou referências como piada, utilizando mecanismos para se rirem da dor. Piadas sobre violações são horríveis, mas sobre suicídio não faz mal? O complexo de vítima não tem que ser lido como desespero, mas pela falta de empatia e constante chamada de atenção. Não existe nada de errado em lermos ou vermos coisas que nos fazem sentir tão mal que decidimos não sair da cama. Mentira.

A depressão não nos deixa sair da cama, não é desleixo ou preguiça nossa. Essas coisas que nos deixam na corda-bamba entre a vida e a morte podem ser: discussões, fim de relações, imagens de filmes que nos recordam situações graves da nossa vida ou até mesmo — rufos — redes sociais. As redes sociais estão de mão dada com o bullying, perseguição, gozo gratuito e falta de empatia. As redes sociais não são levadas a sério, mas são causadoras de ansiedade, pânico, depressão e comportamentos autodestrutivos — muito antes até de serem utilizadas para “jogos” que atingem pessoas em risco por já estarem psicologicamente doentes. A depressão, como costumo colocar a pessoas não informadas, é como ter um pé partido e existem assuntos, imagens, palavras ou conversas que se transformam num tijolo enorme e esse tijolo é atirado para aquele pé partido. A recuperação demorará mais e a dor aumenta; acrescenta, não se vê — mas está ali. A depressão não existe apenas enquanto as séries disserem que sim. A depressão não está ali apenas enquanto adolescentes morrem vítimas de jogos que utilizam o desequilíbrio psicológico para o término da vida. A depressão está, esteve e vai estar em violência doméstica, ambientes familiares desequilibrados, objectivos não concretizados, violações, bullying, em cyberbullying.

A sociedade é, por si só, uma Baleia Azul: ignora os riscos, desvaloriza as doenças psicológicas, incentiva a não-empatia e procura justificações para as situações às quais fecharam os olhos. As famílias dizem que são “fases”, as mangas cobrem os cortes, os professores “até deixam passar”, as amigas lá se afastam e o mundo deixa as pessoas — doentes — sozinhas. Peço desculpa pela falta de etiqueta mas o que o sistema grita a esta gente é: "desenmerdem-se". Depois choram e revoltam-se mas só até jogar o Benfica ou haver um episódio especial da novela da noite. Desta vez têm um jogo para culpar. Anteontem eram cassetes, amanhã o que será?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Porque é mesmo necessário sair da ilha para ver a ilha.


Texto de Juliana Santin

Nunca compreendi tão bem esse conto do José Saramago como hoje. O livro chama-se “O conto da ilha desconhecida”. Ganhei esse livro há alguns anos, tinha lido na época, e recentemente o reli. A releitura mostrou-me aspectos que tinham passado quando o li da primeira vez, mas somente a vida real mesmo me fez compreender essa frase – “É necessário sair da ilha para ver a ilha” – que tantas vezes é compartilhada em redes sociais, displicentemente, sem que quem compartilha consiga compreender a profundidade dela. Até porque, a frase faz parte do conto e fica um tanto quanto desprovida de seu sentido quando pinçada e tirada de seu contexto.
O conto é sobre um homem que resolve pedir ao rei uma embarcação para sair em busca de uma ilha desconhecida. No entanto, conforme descrito no conto, todos sabem que não há mais ilhas desconhecidas. Todas as ilhas já foram devidamente descobertas e mapeadas, catalogadas, conforme se espera. O homem, no entanto, insiste e diz que não vai sair de frente do castelo se o rei não conceder a ele a embarcação para sair em busca da tal ilha. Como há muitas pessoas fazendo pedidos ao rei e aquele homem ameaçava a ordem e a paz do reino, o rei cede e fornece a embarcação. O homem, então, vai ao barco, acaba arrumando a companhia de uma mulher que trabalhava no castelo, mas que também anseia deixar essa ilha conhecida em busca da ilha desconhecida, e parte em sua busca. E eis que no final, eles dão ao barco o nome de Ilha Desconhecida.
Quando li a primeira vez achei estranho e sem graça esse final. Ora, eles queriam encontrar uma ilha ou um barco? O barco era a ilha? Essa releitura que fiz me mostrou o que não compreendi na primeira vez que li. O barco é a ilha desconhecida, porque a ilha desconhecida é a nossa vida, somos nós.
Ele ia partir dessa “ilha conhecida”, de scripts prontos, já pré-formatada que vivemos, em busca da vida que ele queria construir e viver, do caminho que ele queria traçar e seguir. Em busca da construção, por ele mesmo, por suas próprias mãos, de sua vida, de seu caminho, de seu percurso. Ele é a ilha desconhecida. Somos todos ilhas desconhecidas.
O que o conto nos diz de forma muito inteligente é que sim, há ilhas desconhecidas, muitas, diversas. Não estão todas mapeadas, o caminho a se seguir não está no mapa, não está pré-traçado. Mas, por que é preciso sair da ilha para ver a ilha? Ora, porque estando na ilha você não consegue, mesmo, ver que há opções. Só conseguimos ver que há uma ilha quando assistimos à história de fora, quando vemos todos os personagens e cenários, quando percebemos que temos participação ativa nessa história, que somos na verdade os protagonistas dela.
Que não somos personagens que vivem scripts. Que temos nosso papel e que podemos e devemos assumir o controle da nossa embarcação, da nossa vida, da nossa ilha desconhecida. Que só conhecendo a ilha, conhecendo nós mesmos, conseguimos esse protagonismo. Entendemos que podemos e devemos tomar o controle da embarcação e que se errarmos o rumo, não calcularmos direito os provimentos, se não conseguirmos manter o barco firme durante as incontáveis e imprevisíveis tempestades, somos nós que sofreremos as consequências e teremos que lidar com elas. Não é o rei. Não é o reino. Somos nós. Sou eu. É você.
Somos todos ilhas desconhecidas. O que aprendi recentemente a duras penas é que a saída da ilha para ver a ilha é um processo pessoal e intransferível. Não há como convencer alguém a ver a ilha de fora, porque a pessoa não vê a ilha. Na maioria das vezes, a tendência é ela achar que você está louco e que, como já disse o rei, não há ilhas desconhecidas, pois todas já foram mapeadas. Você acena feito louco, tenta mostrar, conta como viu a ilha, mas não adianta. Só vê a ilha quem quer ver a ilha e o impulso para que isso aconteça tem que ser muito grande, porque, por ser desconhecida, essa ilha que somos nós é bastante assustadora a princípio.
Poucos são os que sentem coragem em enfrentar o oceano sem o mapa, sem a diretriz, sem o capitão direcionando, sem um rumo certo, tendo que decidir metro a metro tudo o que vai acontecer e sem saber se está indo na direção certa, porque, não há mapa. É um processo difícil, mas necessário e sem volta. E depois se acostuma com essa liberdade de decisão do rumo, que vem sempre associada à “náusea” – emprestando o termo usado por Sartre – que é justamente a angústia de dirigir sozinho o barco da nossa própria vida. A nossa ilha desconhecida, que somos nós.

Gosto que me digam a verdade; eu decido se ela dói ou não. ( Este texto não é meu. )

Ninguém gosta de ouvir mentiras. Não gostamos das mentiras piedosas, nem de que decidam por nós o que devemos saber ou não. Se a verdade vai nos machucar, somos nós quem temos que decidir isso.
As pessoas têm a mania de ocultar coisas que fazem, dizem ou pensam porque acreditam que assim evitam fazer mal aos outros. Mas não, na verdade não há nada tão dilacerante quanto a mentira, a omissão e a hipocrisia. Com eles, nos sentimos pequenos e vulneráveis, e ao mesmo tempo, gera-se desconfiança e insegurança frente ao mundo.
Ao longo de nossa vida, sofremos e choramos por centenas de situações causadas pelos outros. Entretanto, todos esses sentimentos e emoções nunca são inúteis; pelo contrário, grande parte do nosso aprendizado é mediado pela dor.
Do mesmo modo, sofrer nos faz compreender e conhecer a nós mesmos, entender que somos fortes e que nada dura para sempre. Dessa forma, conseguimos administrar nossas emoções.
Nossa vida é nossa. Devemos vivê-la como quisermos e não como julgam os outros. Decidiríamos por alguém a quem ele ou dela deve amar e de que maneira? Não, isso é uma loucura. É injusto tentar decidir pelos outros.
Dizer as coisas cara a cara é ser sincero, nada mais e nada menos. As pessoas confundem isso com a falta de educação, de tato ou de prudência.
Como a sinceridade é um termo que leva a confusões e cada um tem sua própria versão do conto, vejamos algo mais sobre ela.
Ser sincero não quer dizer que devemos falar tudo o que nos vem à cabeça, de forma brusca ou a qualquer momento. Ser sincero com critério, empatia e ética não significa maquiar a realidade, mas adequar sua comunicação ao momento e à pessoa.
A sinceridade faz com que encontremos companheiros, gente leal, íntegra. Ou seja, boa gente. Como é óbvio, muitas vezes a intenção não é ruim, mas devemos saber que ao não dizer a verdade, estamos faltando ao respeito com a pessoa “afetada”.
De fato, mentindo para alguém privamos tal pessoa da oportunidade de dirigir sua dor e aprender a lição que ela tem que aprender. Por isso, é algo tremendamente injusto e abusivo.
A sinceridade nunca dói, o que dói são as realidades. Ser sincero sempre é um grande gesto, apesar de tudo e de quem for. Entretanto, pode acontecer de alguém preferir viver em um mundo de fantasia, sem querer enxergar a realidade. Nesse caso, tudo é respeitável.
Entretanto, o mal de mentir ou de ocultar a verdade é que a partir daí ficam em dúvida mil verdades que quebram a confiança, a segurança e os sentimentos de amor mais potentes.
Em resumo, a verdade constrói e a mentira destrói. Cada um de nós está capacitado para assumir a realidade do que nos corresponde e, portanto, de resolver os possíveis danos que possamos sofrer.
Não podemos viver esperando que a vida seja um caminho de rosas nem para nós, nem para os outros. Assim, sempre que nos corresponda, deveríamos optar por sermos sinceros e não privar as pessoas da oportunidade de crescer superando as adversidades ou desconfortos de sua própria existência.
Lembremos que proteger alguém de um dano com a possibilidade de causar outro ainda pior não faz sentido.