domingo, 16 de dezembro de 2012

Tem cuiddado o que diz e faz.


Como é que as nossas escolhas afectam as pessoas à nossa volta e o que é que nos ensinam acerca de nós próprios?
Especialmente para pais, patrões e qualquer pessoa que esteja em posição de construir um modelo a seguir, é essencial prestar atenção a estas escolhas que têm um efeito directo noutras pessoas.
Pense nisso. Tudo o que fazemos pode influenciar outro ser humano. Esta possibilidade aumenta quando estamos numa posição de autoridade. Os pais que se recusam a comer comida saudável à mesa de jantar afectam directamente a relação dos seus filhos com a comida. Um patrão que decida que fazer dinheiro é mais importante do que ter um comportamento ético afecta directamente cada um dos funcionários da empresa.
Seja com decisões importantes, tal como virar costas a um familiar durante  uma discussão, as nossas escolhas tem consequências.
O elemento-chave aqui não é criticar-se mas sim tomar consciência de como as suas escolhas de vida influenciam os que o rodeiam. Esta pequena mudança de percepção terá um potente impacto na sua vida.

Aqui ficam algumas perguntas específicas para pensar. Lembra-se de que não existem respostas certas ou erradas para estas perguntas – elas servem simplesmente para ponderar.

1-      Na sua casa, dá mais importância a leitura ou a televisão?

2-      Gasta dinheiro de forma sensata? Discute o valor do dinheiro?

3-      Admira e fala sobre grandes eruditos ou sobre grandes atletas?

4-      Na sua família é frequente haver discussões ou as pessoas sabem estabelecer compromissos?

5-      Fala da aparência das coisas ou dá valor o aspecto interior?

Ao ler estas perguntas deve ficar claro que as escolhas diárias que fazemos podem tornar-se uma influência significativa. Esta influência pode ser positiva, e é por isso que é tão crucial estarmos conscientes das nossas acções.
Contudo, mesmo que não consiga controlar as acções dos seus filhos e dos outros pode tomar ajudar significativamente tomar consciência das suas próprias escolhas.

Tomar consciência das nossas escolhas dá-nos a capacidade de exercer uma influência positiva nas pessoas à nossa volta. Mas, mais do que isso, também descobrimos como os outros nos influenciam de maneiras que não tínhamos percebido.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Desbravar o seu próprio caminho.


Recordo-me de uma conversa que tive com uma senhora no ano passado, na mercearia, antes do Natal. Ela estava a comprar três peças de bacalhau. Fiz conversa enquanto estávamos na fila e disse qualquer coisa do género “ Parece que adora bacalhau “, ao que ela respondeu: “ Por acaso, detesto. “ Não pude deixar de perguntar: “ Então porque é que esta a comprar tanto?” Ela sorriu e replicou: Oh, é o que costumamos fazer na nossa família. “

A analise transaccional, uma teoria psicológica desenvolvida por Eric Berne, afirma que as pessoas nascem inatamente saudáveis mas, no inicio da vida, desenvolvem padrões com base em influências negativas ou positivas a sua volta. Estes padrões são chamados  de guiões da vida.

Desde a terna idade as pessoas entram num papel que esta a ser desempenhada pela família. Assim que este papel é decidido, passam a o resto das sua vidas a desempenhá-lo. Para aqueles que entram num guião negativo, as consequências podem ser desastrosas, a menos que se torne uma decisão consciente de mudar,

ou seja,

“ Desbravar o seu próprio caminho. “

Mais de 70 por cento da população mundial segue uma religião. Neste numero de pessoas, uma maioria esmagadora tem as mesmas crenças religiosas que os seus pais e avós tinham. Não estou a fazer juízos de valor acerca desta tendência – longe disso -, mas simplesmente assinalar esta realidade  sobre a maneira como a maior parte de nós tende tomar decisões. Regra geral, não investigamos, nem ponderamos nem questionamos as nossas crenças, opiniões e convicções. Muitas das decisões foram tomadas por nós e, baseadas como são na nossa história e ideologia – crenças que foram passadas de geração em geração -, são absolutamente previsíveis.

A beleza de desbravar o seu próprio caminho é o facto de ter o poder de tomar as decisões independentes. Evitam as armadilhas em que tantos de nós caímos, como por exemplo ter preconceitos que não questionamos ou pensamentos obstinados derivados apenas do hábito. O mais notável é que escapa à armadilha de viver a vida de outrem. Tem a convicção de saber que quando assume uma posição politica, por exemplo, ela é realmente sua e não apenas aquela com que cresceu na casa liberal e democrata ou na casa conservadora. Quando pensa de forma independente, escolhe uma carreira, encontra um parceiro para uma relação e toma outras decisões de vida importantes com base nos seus próprios valores, sabedoria e pensamento crítico ao invés de ser guiado por influências inconscientes. Só decide o que é importante para si.

Caso o seus pais tenham frequentado a universidade e o pressionam para que o faço a o mesmo, é muito mais provável que siga nessa direcção sem questionar se essa e ou não a decisão certa para si. Depois há questões de disciplina. Se os seus pais eram rígidos, há hipóteses de também a vir a ser. Se os seus pais eram tolerantes, provavelmente também o é . E por aí adiante.

Uma das formas que levam as pessoas seguir os padrões de vida é devido a culpa ou inadequação. A culpa ou inadequação quando pessoas sentem se não seguirem o guião. Por outras palavras é demasiado fácil incluirmo-nos em padrões que se baseiam nas expectativas dos que estão à nossa volta em relação a como vamos pensar e agir. A pequena mudança de desbravar o seu caminho próprio é conseguida quando se percebe de que esta a seguir um guião em vez de estar a criar o seu próprio destino.

Viver a vida com base nos seus próprios sonhos e desejos individuais é essencial para alcançar a felicidade. Aprender a pensar e a agir não por hábito mas sim através das suas próprias ideias criativas e independentes é extremamente transformador.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A bondade faz bem à saúde.


Ao longo do percurso até ao trabalho presencio actos de bondade difíceis  de serem expressos na escrita, ou seja, pessoas que chegam atrasadas ao emprego porque perderam o tempo em ajudar idosos atravessar a estrada. Pessoas que deixam os seus afazeres para ajudar deficientes motores a subir as escadas da estação do comboio quando o elevador avaria. Enfim, actos que raramente são focos de atenção pelos meios de comunicação.
Pois bem,

hoje a nota de reflexão incide no tema :

“ A bondade faz bem à saúde .”
Sempre acreditei que a razão de ser bom é o facto de a bondade se recompensar a si própria. Na minha opinião, não é preciso mais nenhuma justificação. No entanto, há estudos recentes e emocionantes que afirmam que a bondade traz benefícios para a saúde. Esta descoberta, em conjunto com aquilo que a sabedoria antiga tem para nos ensinar, resulta num argumento imbatível.
Em anos recentes, uma série de estudos científicos concluiu que os actos de bondade afectam de forma positiva não só o sistema imunitário do receptor mas também, quase inacreditavelmente, o do agente! Se isto é verdade ou não ainda está para se saber, mas o que parece implicar é que, quando somos bondosos, ficamos mais fortes e saudáveis.
Para além disso, a tradição budista ensina-nos que as pessoas que são bondosas e compassivas, amam-se a si próprias e são amadas pelos outros, e sentem tranquilas a maior parte do tempo.
Claro nunca iria querer ser bondoso só para recolher alguns benefícios inerentes a ser-se bondoso ( isso seria maldoso, em si mesmo ); contudo, conhecer estes benefícios coloca a bondade na perspectiva certa. Demonstra que a bondade é um dos nossos estados mais naturais e uma característica a exprimir, sem dúvida.
Pense em como se sente quando é bondoso para outra pessoa. Quando foi a última vez que fez alguma coisa realmente simpática por alguém e não pediu nada em troca? Pense em como isso o fez sentir por dentro – descontraído, realizado, animado e satisfeito. E quando alguém é bom para si? Não se sente grato?
A bondade recorda-me a nossa humanidade em comum.
A pequena mudança que todos podemos fazer é dedicar alguns momentos de cada dia para nos lembrarmos do poder da bondade.