sábado, 27 de abril de 2013

Cuidado, não leias!


Cuidado,  não leias!
Ler o livro abala os teus preconceitos.
Cuidado, não leias!
Ler o livro põe-te a duvidar.


Cuidado, não leias!
Ler o livro enriquece o teu vocabulário.

Cuidado, não leias!

Ler o livro torna-te mais culto.


 O livro aprendes que a vida é feita de perguntas que respostas. Se achas que tens as respostas então não leias.
Cuidado, não leias!
Ler o livro permite teres o conhecimento que não aprendeste na escola.


Cuidado, não leias!
Ler o livro torna-te mais humano.

Cuidado, não leias!
Ler o  livro prejudica gravemente a ignorância.



CUIDADO, NÃO LEIAS!

A rejeição.

“ Não me apetece ir ao cinema contigo “ ;  “ Lamento, mas a equipa já está completa “ ; “ O lugar  que se candidatou foi preenchida “ . Não, não, não... Todos os dias, enfrentamos dezenas de nãos e tempos de lidar com as criticas e opiniões das pessoas que nos rodeiam. É assim que funciona a engrenagem social. Continuamente põem-nos de lado ou somos nos a por alguém de lado ( o que tem acontecido com as pessoas que me pedem amizade no facebook e depois excluem-me do seu grupo de amigos, ou , aquelas que bloqueiam-me e continuam interagir com amigos que fazem parte do meu círculo de amizade !! ). Enfim, escolhemos  e somos escolhidos. É inevitável. Não se pode agradar a toda a gente. No entanto, tendemos, por vezes, interpretar essas negativas de forma muito pessoal, o que põe de rastos a nosso a auto-estima.
A rejeição é o sentimento que atinge a pessoa quando recebe dos outros que não é aceite.
Pode ser uma rejeição objectiva, como acontece nos casos de intimidação no trabalho ou na escola, ou de uma impressão subjectiva.
De facto, a maioria dos casos, não existe uma explicação racional , mas a pessoa apercebe-se e interpreta os sinais consoante as suas expectativas negativas, em função de experiências que teve anteriormente.
É normal ter algum medo, de vez em quando, de ser rejeitado; o medo da rejeição só se torna um problema quando impede a pessoa de manter relações e estabelecer laços. Nessa altura , transforma-se num pesadelo que afecta a maneira de ser da pessoa.
Assim as crianças que receiam ser rejeitadas costumam mostrar um comportamento agressivo e provocam mais conflitos na escola. Na adolescência, tem a tendência para se fecharem entre si e dificuldades em fazer amigos. E, quando se tornam adultos, continuam a ter problemas para se relacionar  com os colegas de trabalho. 
No entanto, e no campo amoroso, sem dúvida, que mais sofrem: sentem pânico ao imaginar que podem ser abandonados pelo seu par, pelo que necessitam continuamente de provas de afecto.
A verdade é que, quando nos sentimos mal, tendemos projectar esse sentimento em nos próprios e o amor-próprio baixa vários pontos. A auto-estima  faz parte  de um sistema primitivo de alerta emocional que é activado quando surgem indícios de se estar socialmente excluído.
“ Everybody Hurts “ ( toda a gente sente dor ) cantava, há uns anos, a popular banda norte-americana  R.E.M. Não se trata de uma metáfora: ser rejeitado doí fisicamente, e muito.
É certo que a baixa auto-estima leva as pessoas a  “ procurar “ a exclusão mas depende da forma como encaram a rejeição.
Felizmente há terapias de desenvolvimento pessoal que procuram tornar as pessoas consciente de que não são os outros que a rejeitam , mas ela própria.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

As dádivas da Vida .

As violências, as situações negativas, as dificuldades, os reveses, parecem deixar mais marcas no nosso espírito, na nossa memória, no nosso corpo e na nossa história pessoal do que os acontecimentos felizes que possam ter vivido.As ocorrências nefastas provocam fracturas, falhas, abrem espaços vazios e relevam carências.
Marcam-nos como feridas, como páginas magoadas ou rasgadas da nossa história que nos apressamos a virar, a pôr de lado, a esquecer.
Parece que o nosso próprio plano de consciência continua preso a uma percepção dividida e fundamentalmente dual da realidade: dum lado encontra-se tudo o que existe de bom, tudo o que releva da ordem do prazer, do gratificante e do tranquilizador (todas as mensagens desta naturezas são cultivadas, incorporadas, procuradas ou mesmo endeusadas segundo uma ideologia positivista); do outro lado, está tudo o que gera mágoas e nos confronta com inaceitável, com a insegurança, e que é negado, perseguido, totalmente rejeitado, deixando apesar disso marcas profundas que jamais desaparecem.
Parece que não aprendemos ainda a descodificar as mensagens da vida contidas em cada acontecimento para além da sua conotação imediata com o sofrimento, os obstáculos, ou as dificuldades; ou não conseguíssemos perceber, e ainda menos aceitar, os fenómenos gratificantes, os factos positivos, as dádivas da vida, escondidos mas presentes…em tudo o que acontece.Os índios da costa oeste do Canadá acreditam que «qualquer acontecimento, qualquer descoberta, tem atrás de si uma dádiva » desde que aceitamos considerá-los nessa qualidade.
Uma tal disponibilidade e abertura de espírito pressupõe que sejamos capazes de engendrar uma forma de comunhão, uma harmonia no sentido vibratório do termo, entre o que nos é dado pela vida e maneira como encaramos, recebemos, o integramos ou assimilamos.
Com efeito, tudo se decide na alquimia dum encontro misterioso e subtil em que o exterior e o interior, a realidade e o real, se combinam e fazem emergir o sentido profundo dum acto ou duma situação única.O « real » torna-se assim a transformação pessoal e características de cada um duma parte da realidade.
Quando passamos por aborrecimentos, confusões ou contrariedades, quando temos um acidente ou sofremos uma doença, quando um ente querido nos deixa, é-nos difícil a princípio perceber em que medida estes acontecimentos podem ser positivos, que dádivas é que nos podem trazer.
Os acontecimentos brutais e a violência que lhes é inerente irritam-nos, revoltam-nos, atormenta-nos e desestabilizam-nos fazendo com que a reajamos com atitudes defensivos. Por vezes esses acontecimentos chegam a ferir-nos e a martirizar-nos, podendo ter efeitos demolidores e destruir uma parte essencial de nós mesmos.
Tornam-se necessários, um olhar introspecção, para se voltar a encontrar a faísca vivaz da vida frágil e a possibilidade duma abertura e duma mudança após o período de insegurança; e para se descobrir a parte de milagre oferecida no que apenas deixava ver, numa primeira impressão, uma aparência de violência, de caos, de injustiça e de desordem inaceitáveis.
Um acontecimento traumático pode despoletar potencialidades inexploradas, aspectos desconhecidos de nós mesmos.Uma crise, um conflito grave, podem ser um catalizador para reunir energias dispersas, para activar riquezas desconhecidas, para revelar potencialidades inesperadas.A vida contém muitas dádivas.
O mecanismo parece ser o seguinte. Os sinais positivos, quando são reconhecidos como tal e são aproveitados, são uma energia e esta energia transforma-se de certa maneira numa irradiação de bem-estar, de amor. Pelo contrário, os sinais negativos podem ser entendidos como violência que despertam feridas, as quais por seu lado segregam sofrimento. O sofrimento, as mágoas, desvitalizam, consomem energia.
Com base nestes conhecimentos, temos a possibilidade de empreender uma aprendizagem das relações humanas que nos permite acolher com gratidão a vida contida em qualquer acontecimento, em qualquer união ou em qualquer relação.
Não restam assim dúvidas de que estar vivo é acolher a vida.
Nós não recebemos apenas a vida no momento da nossa concepção ou do nosso nascimento, como um capital que estivesse em definitivo adquirido e que teríamos apenas de gerir ao longo da nossa existência terrestre. Creio que podemos acolher, dinamizar a vida que se nos apresente em todas as suas formas, a partir da simples existência quotidiana.Em qualquer momento, por meio de estímulos que nos vêm da natureza e dos seres, como acontecimentos e das situações que interagem connosco, a vida está presente, omnipresente, à espera que a descubram. Nós somos de certo modo transmissores, passadores da vida. O sentido da nossa passagem pela Terra talvez seja acolher a vida, valorizá-la, enriquecê-la e espalha-la à nossa volta. Saibamos assim renunciar a muitos logros, a muitas falsas ideias sobre o amor, de tal modo que, aprendendo a amar-nos, sejamos capazes de alargar as nossas relações em termos de « ecologia relacional » .
Nós recebemos dádivas da vida se as soubermos acolhê-las, mas podemos também oferecê-las, espalhá-las, criá-las.
Cada um de nós pode interrogar-se à noite antes de adormecer.
Que dádiva de vida fui capaz de oferecer hoje?
Que palavra,
que olhar,
que sorriso,
que gesto que conforto,
ofereci,
recebi,
revelei?
De que forma afectou a estado espírito da pessoa que leu o texto?
Que dádiva lhe deu?


 

 

 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Os pensamentos são gerados por ti.

Os nossos pensamentos são a ferramenta mais poderosa que nos foi dado nesta vida.  Podemos usá-los para criar alegria, antecipação, entusiasmo, divertimento, felicidade e paz.
E claro que, com a mesma facilidade, podemos permitir que os nossos pensamentos sejam armas autodestrutivas. Podemos acordar de manhã com uma lista de queixas tão comprida como a primeira página de um jornal. E seja qual for o caminho que tomemos – positivo ou negativo – é provável que a nossa escolha tenha pouco ou nada a ver com quão “ boa “ a nossa vida verdadeiramente é, vista de “ fora “.
Seja como for, o nosso bem-estar depende da maneira como lidamos com as nossas vidas por dentro – no nosso pensamento. Em que estamos a pensar? Quando pensamos? Que importância damos o nosso pensamento? E, mais importante do que tudo, será nos lembramos que somos nós que estamos a pensar?
Se conseguires ter em mente a realidade de que controla os teus próprios pensamentos e mais nada, estarás  em boa forma. Sempre que o negativismo se alojar na tua mente ( o que acontecera com frequência ), lembras de duas coisas: estás a criar o negativismo com o teu próprio pensamento. Mas, mais importante do isso, tens o poder de impedi-lo.
Os nossos pensamentos tem o poder, se os deixarmos fazer o que quiserem, de nos elevar aos picos da felicidade ou nos fazer mergulhar nas profundezas da infelicidade . É por isso que é tão importante lembramo-nos de que somos nós que detemos o controlo. Podemos seguir os nossos pensamentos a medida que eles surgem ou podemos alterá-los ou largá-los. Só nos podemos fazer a escolha.
Incentivo-te a começar a prestar atenção aos pensamentos que estão ocupar a tua mente. Eles estão a levar-te a sítios aonde queres ir? Ou estão incentivar-te a ser infeliz, derrotista, irritado ou frustrado?

 

terça-feira, 9 de abril de 2013

A leitura é para todos.

Há cerca de trinta e cinco anos descobri o prazer da leitura foi quando o meu amigo Daniel emprestou um livro. Um livro que contava a história de um rapaz endiabrado com o seu inseparável amigo. Estou a falar do livro “ As aventuras do  Tom Sawyer “ de Mark Twain. O meu amigo Daniel  ( Daniel faleceu com 24 anos vitimado pela S.I.D.A. Se tivesse vivo teria 42 anos ),  ajudou-me a ver que, se formos um bocadinho motivados, todos nós temos tempo para ler. Ele sabia que uma das razões  pelas quais as pessoas não lêem e por não terem apanhado o bichinho da leitura. Por outras palavras, não sabem como é divertido estar sentado, entusiasmado, a imaginar o que vem a seguir, incapaz de pousar o livro; ainda não descobriram que a leitura pode entreter-nos completamente, onde quer que se vá, a qualquer hora do dia. Quando ficamos preso a leitura, as nossas vidas tornam-se muito mais ricas e interessantes.
Aquele ano foi um ponto de viragem na minha vida. Encarei a leitura como uma coisa que tinha de fazer. E decidi entrar na biblioteca perto de casa. Os funcionários da biblioteca olharam-me com desprezo como se fosse uma personagem saído do livro de Jorge Amado , “ Os capitães de areia “ porque as roupas que vestia eram provenientes das doações da igreja. Vestia roupa acima do meu número. Mas naquele momento não pensava da minha aparência apenas queria entrar na biblioteca.
No chão estava um comprido tapete amarelo que ia em direcção a estante com os livros do Júlio Verne. Peguei no livro “ Volta ao mundo em 80 dias “. Sentei no chão porque as cadeiras estavam ocupadas pelas outras crianças. Abri o livro e comecei... a viajar. Uma viagem que ainda não terminei.
Cada livro que lia ou leio é como ver o mundo de diferentes perspectivas. Descobrir pessoas que pensam diferente de mim. Outra ideia, a leitura expande a nossa mente, conhecemos as palavras, aperfeiçoamos o nosso vocabulário e construímos facilmente temas de conversa.

A leitura é uma daquelas coisas extraordinárias da vida: quanto mais se lê, mais se adora!
Quem sabe, pode ser um leitor nato e nem sequer precisa de nenhum incentivo adicional para ler. Mas talvez alguém da sua família, ou alguém de quem goste, precise um incentivo.
Ler é uma pequena mudança que irá encher a sua mente com muita energia positiva e trazer divertimento inimaginável.

Além disso
a 
“ Leitura prejudica gravemente a ignorância.

Leia mais viva mais. “

 

Ouça sem interromper.

Há uns anos conversei com meu amigo monge budista tibetano, Xing Pi.
Depois de uma hora de meditação, o meu querido amigo Xing sugeriu que fizéssemos um intervalo de 15 minutos. Durante o intervalo, perguntou-me se podia falar comigo.
- Abílio – disse o meu amigo-, eu gostaria de fazer uma pequena sugestão que pode mudar a tua vida. Na realidade , é uma mudança minúscula, mas farei a sugestão com teu consentimento e só estiveres realmente interessante em saber que se trata.
-Agora deixastes mesmo curioso- disse eu -. É claro que saber do que se trata.
– Está bem, Abílio. De agora em diante, quando alguém aqui der uma sugestão, quero que ouças essa pessoa como se estivesses a ouvir música. Deixa-a entrar completamente. Não faças comentários acerca da sugestão e, faças o que fizeres, não digas a pessoa porque é que a ideia não vai funcionar. E nada de interrupções. O mesmo se aplica a tua própria mente, dentro do teu pensamento. Limita-te a ouvir em silêncio e permitir que a sugestão faça efeito. Não faças nada ainda com as sugestões. Deixe que elas penetrem um pouco. Se algum pensamento desagradável entrar na tua mente, liberta-te dele. Combinado?
- Combinado – disse eu, sentindo-me um pouco tolo por me aperceber de que não tinha estado realmente a ouvir nenhum dos meus amigos durante muitos anos.
Xing prossegui para explicar: - Quando começas a criticar o que está a ser dito enquanto está a ser dito, em vez de te limitares a ouvir, os teus próprios preconceitos, juízos de valor e ideias metem-se no caminho. Eles impedem-te de aprenderes alguma coisa nova.
Esta foi um experiência reveladora para mim. Sempre pensara que era um ouvinte irrepressível, mas naquele dia aprendi ouvir de verdade, e isso foi o início de uma vida completamente nova para mim. Naquele dia compreendi que não há nenhuma vantagem em interromper nem criticar mentalmente alguém que está a dar-nos um conselho. Afinal de contas, pode-se sempre levar em consideração o conselho e mais tarde decidir-se em não o aceitar.

Pois bem,
quando ouve com uma mente mais silenciosa os seus entes queridos, colegas, amigos ou qualquer outra pessoa cuja opinião lhe é crucial ouvir, tanto para si como a pessoa quem está a ouvir vão sentir toda a diferença do mundo. Consegue imaginar como o mundo seria diferente se amigos, maridos, mulheres, e até mesmo líderes políticos se pudessem ouvir uns aos outros desta forma?
Um dos aspectos mais bonitos deste tipo de capacidade de ouvir é a sua simplicidade. Tudo o que tem de fazer ignorar o ruído na sua mente enquanto os outros falam consigo e morder a língua quanto esta tentado a interromper.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Arranje maneira de rir todos os dias.

Há dias que não estou para brincadeiras. É aqueles dias em que mundo parece estar contra mim. São as notícias depressivas do telejornais, das conversas deprimentes que ouço nos cafés que me põem rabugento e triste. É verdade que os aspectos exteriores podem influenciar o nosso estado espírito. Mas é, certo, elas nos afectam se deixarmos. No meu lugar era o meu estado espírito que estava a exagerar tudo, a fazer daquilo mais do que era.
Como sempre, a minha amiga Teresa Velaz, encontrou uma solução perfeita. Estávamos os dois sentados na esplanada dum café em frente de uma loja de espelhos. Ela disse com uma voz carinhosa: “ Abílio, dou-te 5 euros se conseguires olhar-te ao espelho durante um minuto inteiro sem desatares a rir. “
Ao princípio, pensei que seriam os 5 euros mais fáceis de ganhar de sempre. Mas estava enganado. Quando espreitei para espelho, aguentei 5 segundos antes de ver como parecia ridículo com um ar carrancudo. Em pouco segundos, estava a sorrir, e pouco depois comecei a rir-me tanto que as lágrimas escorriam-me pela cara. Quando a Teresa me pediu o dinheiro, estava a rir-me que me doía a barriga.
Uma vez ouvi dizer que são precisos muito mais músculos para franzir o sobrolho do que para sorrir. Também sei que, quando sorrimos é muito mais  difícil sentirmo-nos deprimidos ou até arreliados. O sorriso e o riso são bons remédios, independentemente de como nós ficam.
Temos de ver o valor do riso, em vez de o descartarmos com uma coisa frívola ou de o reservarmos para os bons momentos. Assim que o virmos a esta luz, reconheceremos que há muitas maneiras de lá chegar. Se eu consigo olhar simplesmente para o meu ar carrancudo no espelho e começar a rir-me  numa questão de segundo, imagina como seria fácil para si arranjar maneiras criativas de se fazer rir.
Os meus amigos que precisam de se rir passam mais tempo com as crianças pequenas – isso geralmente funciona, porque os miúdos quase sempre trazem um sorriso aos nossos lábios. Também se pode ler um livro divertido, ou ver a nossa comédia preferida.
Decerto que há alturas em que é apropriado e imperativo lidar com questões importantes de forma séria. No entanto, quando ser sério nos leva ao ponto de nos sentirmos esgotados, deprimidos, ansiosos e desmoralizados, qualquer decisão que tomemos provavelmente não será boa. O riso um dos melhores remédios quando começamos a levar as coisas demasiado a sério.
Quer seja no trabalho ou em casa, quando se perde o sentido de humor, perde-se também a capacidade de pôr as coisas em perspectiva. O acto de rir funciona como um botão de reiniciar e permite-nos encarar tudo a partir de uma perspectiva mais ampla. O riso é a maneira que a nossa mente tem de nos dizer que tudo pode e vai ficar bem. Quando nos rimos, os nossos corpos libertam moléculas chamadas endorfinas que fazem com que comecemos a sentir-nos imediatamente melhor. Dito de forma mais simples, o riso é a maneira mais simples e mais natural que temos de nos sentirmos imediatamente melhor.
É certamente verdade que a maior parte da vida tem de ser levada a sério. Contudo, isso não significa que precisamos de perder o nosso sentido de humor. Pelo contrário, o poder curativo do riso é acima de tudo uma razão para mantermos e promovermos o riso nas nossas vidas. Por isso, arranje pelo menos uma razão para se rir hoje, amanhã e todos os dias.

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

A sua vida pode mudar de um momento para outro.

A mudança súbita é muitas vezes um assunto difícil de abordar com as pessoas porque acham que estou a ser um pouco pessimista.

É essencial que nos apercebamos de que as nossas vidas podem mudar a qualquer momento. Falando de uma forma realista, tempos virão em que a nossa vida quotidiana se alterará de forma súbita. Só não sabemos quando é que será.
Muitos de nós receberemos aquela telefonema terrível, dar-nos más notícias.Talvez o seu médico lhe venha a dizer que tem algum problema de saúde. Ou talvez venha a perder o emprego inesperadamente.
A mudança também funciona ao contrário. A sua vida pode alterar-se para melhor num instante. Quando menos esperar, pode conhecer um novo amigo, apaixonar-se loucamente, ter uma ideia brilhante ou descobrir um novo trajecto profissional. Nunca se sabe, e essa é uma das razões por que a vida é tão cativante e misteriosa.
Muitos de nós tememos a ideia da mudança. Gostamos das coisas da maneira como são. No entanto, quer se goste quer não se goste, as coisas vão mudar. Viver a vida com a noção de que as coisas vão mudar ajuda-o a preparar-se para o inevitável. Em vez de ficar chocado ou confuso quando surgir uma mudança, pode reagir com serena aceitação.
Nunca me hei-de esquecer daquele vez em que estava sentado com o meu amigo Ivan quando recebeu um telefonema inesperado do seu advogado a informá-lo de que o banco ia avançar com a execução de hipoteca da sua casa. Ele estava atrasado nos pagamentos da hipoteca , tinha perdido o emprego há pouco tempo e, sem sombra de dúvida, andava em maré de azar. Surpreendentemente, parecia que eu me sentia pior por causa da hipoteca do que ele. A sua aceitação das notícias e da situação era espantosa. Ele ficou calmo e controlado e continuou com a sua vida como de costume.
Depois de me certificar de que esta reacção foi sincera e de que ele não estava a tentar manter as aparências por minha causa, perguntei-lhe com é que conseguia manter-se tão calmo.Ele revelou-me que tinha aprendido há muito tempo que as lições mais importantes da vida é a de que, um dia, tudo acaba por mudar. “ A única dúvida “, disse ele, “ é quando “. Prosseguiu, declarando que o “ quando “, no caso dele, era agora. Mesmo com a crise a abater-se sobre ele, foi capaz de me lembrar desta lição de vida.
Todos os dias, cada um de nós é sujeito a situações nas quais a questão subjacente é o simples facto de que a vida esta a mudar.

A mudança acontece. A nossa função é lembramo-nos de que é uma constante e de que a forma como reagirmos a ela muitas vezes ajuda a determinar se é positiva ou negativa.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Repare no que o irrita.

As pessoas ficam irritadas com as coisas mais disparadas. Eu irrito-me quando estou a falar com uma pessoa e a pessoa está a falar com outra pessoa. Por outro lado, conheço quem fique aborrecido com a maneira como as pessoas estacionam os carros na rua, pessoas a falar ao telemóvel em voz alta nos transportes públicos. A lista é interminável.

Uma das observações mais poderosas que alguma fiz acerca do stresse é esta: vivermos obcecados com o que nos deixa em stresse pode provocar mais stresse do que aquilo que começou por nos deixar em stresse. Eu sei que é difícil de dizer, mas é verdade. E assim que vir a relevância desta afirmação, a sua vida nunca será a mesma. Ela vai ao âmago do que realmente provoca o stresse.
Pense em todas as coisas que o incomodam diariamente, a cada momento. Para a maioria de nós, as coisas incomodativos são quase ilimitadas. Por outras palavras, quase tudo nos pode deixar em stresse – tudo, desde pessoas arrogantes ou pessoas que falam alto, passando por maus condutores e pela maneira de vestir das pessoas até àquela que gesticulam muito quando falam.
Se começar a prestar atenção as situações, afirmações e atitudes que o irritam, depressa irá perceber que não são estas coisas específicas que lhe provocam stresse, mas sim a maneira como reage a elas. Portanto, em vez de reagir como faz normalmente – fica frustrado, furioso e irritado – limita-se a anotar em que ponto é que fica incomodado e exactamente quando é que fica mortinho por reagir.

Torne-se observador das suas próprias reacções. Ao início, pode nem sequer se aperceber de que perdeu as estribeiras até  passarem muitas horas depois de isso acontecer. Então, de repente, vai dizer a si mesmo qualquer coisa como “ Bolas  passei mesmo “ ou “ Ena, fiquei apanhado “ . Não faz mal se demorar algum tempo a chegar a esta conclusão.
O que é importante é que seja capaz de ver o que aconteceu e de saber que o stresse  foi provocado não pela situação exterior em si, mas sim pelo facto de a sua mente se ter concentrado nisso.
Com o tempo, o intervalo entre estar perturbado e reparar naquilo que o deixou perturbado vai ficando cada vez mais pequeno. A maior parte das nossas reacções de reflexo devem-se a uma falta de consciencialização. Não é objecto da minha frustração mas sim o facto de isso prender a minha atenção, que me deixa perturbado. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

“ Nenhum Olhar "

Gosto muito a escrita de José Luís Peixoto.
Reli o seu livro “ Nenhum Olhar “.
Uma obra tal como os outros conduz o leitor as profundezas do Ser. Como apreciador de boas leituras gostaria de partilhar convosco um pequeno excerto que ficou na minha mente. Um excerto que, no fundo, nos identifica como seres humanos.


Eis:

“ As nossas campas no cemitério serão por uns tempos cuidadas e visitadas por aqueles que deixámos, mas também esses morrerão um dia; e as nossas campas encher-se-ão de musgo e de ervas, e alguém que passe por nós não passará , e mesmo esses que deixámos não serão recordados por ninguém, pois tudo o que amamos morreu; e esta casa que foi importante para nós terá desaparecido, e crescerá talvez um sobreiro no seu lugar, e o cemitério onde estamos será arrasado, e alguém que nunca conheceremos lavrará essa terra em que nos transformamos, e esse alguém que não se lembrara de nós lavrará pensando talvez nos seus filhos e sonhando e esquecendo-se de que também ele morrerá e se tornará terra e também os seus filhos pequenos e também os filhos por nascer dos seus filhos. “

José Luís Peixoto, “ Nenhum Olhar “.


sábado, 2 de março de 2013

Lembre-se do Poder da Esperança.


A esperança é uma das forças mais poderosas da nossa vida. Mantém-nos felizes em vez de deprimidos, a olhar para o futuro em vez do passado, e conscientes de que há sempre a hipótese de a vida poder ser melhor do que é agora, independentemente das nossas circunstâncias. A esperança mantém vivo o espírito  humano. Dá-nos uma razão para seguir em frente mesmo em tempos de difíceis. Mantém-nos entusiasmados, inspirados e optimistas. Também nos dá uma razão para dar uma oportunidade aos outros, mesmo quando eles tenham feito qualquer coisa mal ou quando parece que podem não o “ merecer “.

Um amigo meu partilhou uma frase do arcebispo Desmond Tutu, que trabalhou  toda a vida para mudar o sistema de apartheid na África de Sul. Leio-o quase todos os dias.

Eis o que disse o arcebispo Tutu:

“ Não existe nenhuma situação que não seja transformável.
   Não existe nenhuma pessoa que não tenha salvação.
   Não existe nenhum conjunto de circunstâncias que não possam ser alteradas por seres humanos comuns e pela sua capacidade natural de amar profundamente. “

Talvez o aspecto mais notável da esperança seja o facto de ser inteiramente interior. Muitos timorenses que passaram por dores  inimagináveis nas torturas que foram sujeitos durante a ocupação das tropas da Indonésia em Timor-Leste mantiveram a esperança de conseguirem sobreviver e ver o seu país livre. Os pais de que passaram por algum pesadelo envolvendo a saúde ou bem-estar de um filho sobreviveram à provação muito por causa de esperança que tinham de um dia o filho ficar bem.
Em tudo, desde estas situações extremamente dolorosas às situações quotidianas, a esperança acalma a alma. Por exemplo, podemos estar ser considerados para uma promoção no emprego. Estamos entusiasmados, ansiosos e nervosos, tudo ao mesmo tempo. O que nos faz sair inteiros desta montanha- russa de emoções é a esperança. Temos a esperança de conseguir o trabalho. A esperança é a energia positiva que nos mantém motivados e entusiasmados enquanto esperamos. E se não conseguirmos o trabalho, e mais uma vez a esperança que nos diz que para a próxima podemos ter sorte. A esperança é aquela força invisível que torna as coisas possíveis.
Não sei se para si fará sentido que fale sobre a esperança. Todavia ela existe na luta que trava no dia-a-dia.

Pois,
viver é lutar,

lutar é acreditar
e

acreditar é ter Esperança.

 

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Enfim... “ doutores “ !!!

No teu tempo de estudante, os trabalhos que requeriam pesquisa, ia à biblioteca. Era obrigado a ler algumas obras e escrever a minha maneira. Um processo que levava uma semana para concluir. Era necessário paciência, dedicação e confronto de ideias.
Hoje, o estudante vai ao Google, ou seja, a Wikipédia, saca o conteúdo, muitas das vezes sem ler e assina por baixo.
Portugal gaba-se pelo aumento de licenciados. Mas , foi em nome da Estatística, que inflacionou este dado. E em nome da Estatística valorizou-se a quantidade do que a qualidade.
Depois admiram-se que tenhamos licenciados que nunca leram livros. Licenciados com fortes lacunas de cultura geral. Licenciados que vivem somente nas suas cabeças!!
Bem, olhemos o exemplo dos concorrentes que participam nos programas de realtyshows e alguns membros do actual governo tal como os governos anteriores.

Enfim... “ doutores “ !!!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Apoie-se a si próprio.

A minha amiga “ Raquel “, nome fictício  por respeito que tenho por ela, era simpática para quase toda a gente menos para uma pessoa – ela própria. Era atenciosa, paciente, amável e carinhosa. Surpreendia os amigos com postais afectuosos, telefonava aqueles de quem gostava só para dizer olá e enviava presentes aos amigos e familiares em ocasiões especiais. No entanto, raramente fazia alguma coisa simpática por si própria. Além disso, repreendia-se regularmente por qualquer coisa que considerasse que tinha feito mal e falava de si mesmo de forma negativa. Em suma, tratava-se a si própria como trataria alguém de quem não gostasse nada, e esses hábitos tinham-se traduzido numa fraca autoconfiança.
À medida que os anos passaram, “ Raquel “ foi ficando cansada e pouco rancorosa. Apercebeu-se finalmente de forma como se tratava a si própria e deixou de ter amor e a energia de que precisava para agradar a toda a gente.
No entanto, quando a conheci, ela era tão positiva em relação a si mesma e àqueles à sua volta que fiquei chocado quando me falou da sua transformação. Uma amiga chegada tinha apresentado “ Raquel “ a uma terapeuta fantástica que partilhou com ela um dos segredos da “ pequena mudança “ mais importantes do universo: só se pode dar aos outros aquilo que se tem para dar. E uma das melhores maneiras de se ter mais amor para dar é primeiro dar esse amor a si próprio.
É triste, mas, de todas as pessoas das nossas vidas, se calhar, a pessoa com quem a maior parte de nós somos mais ríspidos, a quem prestamos menos atenção e a quem damos menos amor é a nós próprios.
Quando somos amáveis e arranjamos tempo para nós, sobra-nos alguma coisa para as outras pessoas. Se não amarmo-nos a nós, não podemos oferecer muito amor aos outros.
Pode tornar-se melhor para si próprio de duas maneiras. Primeiro, evite sabotar-se com negativismo e auto-repugnância ao cair em afirmações depreciativas e derrotistas. Pensamentos como “ Não consigo “ e “ Não tenho sido um bom amigo ( ou companheiro, pai, filho, etc. ) “ também reduzem em muito a largura de banda nas “ frequências internas “ de muita pessoas. Quando começa a prestar regularmente atenção aquilo em que esta a pensar, pode ficar chocado com a quantidade de vezes que pensa de forma negativa em relação a si próprio.
Quando der por si a pensar de forma negativa, tire o pensamento da sua mente e depois dê a si próprio uma palmadinha na costas. Todos nós temos uma auto-estima inata que começa a funcionar assim que paramos de ser ríspidos, connosco próprio. Pergunte-se a si mesmo: “ Estarei a ser tão bom para mim próprio como seria para um amigo? “ Se a resposta for não, é altura de perguntar “ Porquê?” e de mudar as suas prioridades.
A segunda maneira de se tornar melhor para si próprio é reservar tempo só para si, durante o seu dia ou semana.
A forma especifica da bondade não é tão importante como a própria bondade. Quer seja tempo passado em reflexão silenciosa, a ler, em oração ou meditação, em exercício regular, num passeio a sua livraria preferida ou um banho quente de espuma, é importante que arranje tempo para fazer coisas simpáticas só para si. Reconheça que merece um tratamento especial e que ganhou a bondade que indubitavelmente tanto tenta dar aos outros.
Longe de ser egoísta, a sua bondade afectuosa em relação a si próprio vai despoletar o seu instinto natural de querer dar esse amor em troca aos outros.
Quando a “ Raquel “ começou a arranjar tempo para ela – dando passeios, lendo livros, fazendo uma massagem de vez em quando e passando tempo com amigos – ficou feliz, e o seu amor pelos outros regressou em abundância.
Lembre-se, cá se fazem, cá se pagam. No que toca a bondade, tudo começa consigo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ponha as suas expectativas a zero.


Ponha as suas expectativas a zero?

De que está ele a “ falar ? “, perguntas tu.

Antes de te dizer o que significa pôr as expectativas a zero, deixa-me explicar o que não significa. Não estou de forma alguma a sugerir que desista dos teus sonhos ou objectivos, de trabalhar a finco, de acreditar em ti mesmo ou de ser perseverante. Acredito em ter padrões elevados, e acredito que temos a ganhar o facto de termos padrões  elevados em relação a nós mesmos e aos outros. Também acho que é importante levantar-se sozinho quando cai e voltar a tentar ainda mais da segunda vez. Também acredito na competição e que sem ela as nossas vidas modernas seriam muito menos confortáveis e agradáveis. A competição é um dos factores que nos motiva a conquistar e a concretizar os nossos objectivos. E a motivação é boa.
Então o que significa pôr as suas expectativas a zero?
Foi o meu amigo e colega do décimo ano ( que morreu em 2008 com 39 anos ) que partilhou esta ideia comigo pela primeira vez.
Luís era sem dúvida uma das pessoas mais felizes e mais satisfeitas que alguma vez conheci. Ao longo do tempo em que o conheci, nunca o ouvi queixar-se de nada. Nunca falou mal de outro ser humano e nunca desejou que a sua vida fosse diferente do que era. E embora tivesse muito menos do que quase todas as pessoas que eu conhecia, ele tinha uma vida mais rica no interior, onde realmente interessa.
Lembro-me de lhe perguntar como conseguia ele manter a sua atitude calma e optimista em relação a vida nos seus últimos dias anos, quando estava lutar contra o cancro ( e continuava sem se queixar ). Ele reponde-me: “ Abílio, quando olho para o espelho, ponho a minha expectativa a zero. Dessa forma, tudo o que vejo e um milagre. Vivi assim a minha vida inteira, e isso sempre me manteve feliz e tranquilo. “
E de facto manteve, até ao dia que morreu.
Está a ver como pode esforçar-se e ter perseverança e ao mesmo tempo manter o teu nível de expectativa controlado?
Podes fazer exercícios no ginásio, por exemplo, e mesmo assim quando olhar para o espelho, pôr as tuas expectativas a zero. Dessa forma, valorizas o corpo que te foi dado, em vez de ficares ressentido com ele e desejar que fosse diferente. É uma forma inteiramente nova de viver e de olhar para a vida. Até mesmo no final da sua vida, Luís dizia : “ Isto é o melhor que há na vida. Eu tenho o dia de hoje. Tenho os meus amigos. Consigo respirar. Estou vivo. Estou muito feliz por estar aqui. “  E a parte mais bonita da atitude do Luís era que toda a gente que o conhecia sabia que cada palavra que dizia era sentida.
Quando estás desiludido com a vida, é quase sempre porque o que estás a viver não corresponde ao que imaginavas. Imaginavas a vida segundo a tua vontade e quando não corresponde ao que estava à espera ficas depressivo. Não é assim?
Lembra: baixar as tuas expectativas não significa que devas parar de esforçar nem incentivar os teus entes queridos a darem menos de si. Significa simplesmente que, depois de teres feito tudo o que podes, tens de abandonar por completo as tuas expectativas em relação ao resultado. Se conseguires fazer isto, terás eliminado uma das maiores fontes de pressão e desilusão  que existem. E terás encontrado uma das chaves para a felicidade duradoura.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Está aí?


Pense por um momento no que se passa quando fala com alguém e se torna realmente óbvio que a pessoa não está a prestar atenção ao que está a dizer. Em vez disso, está a olhar para o relógio ou a olhar por cima do seu ombro. Olha a pessoa nos olhos e nota que ela está ausente. Quando isto me aconteceu, até dei por mim a perguntar, discretamente: “ Está aí? “ Percebe-se que esta pessoa preferia estar em qualquer outro lugar.
Esta falta de atenção é irritante quando se é adulto, mas é doloroso quando se é criança – especialmente quando os olhos de pessoa para quem se está a olhar são os do próprio pai ou mãe.
Agora pense por um momento no que se passa quando está com alguém que “ está  “ realmente lá consigo – que o ouve, com a presença total, absorto pela conversa, feliz por estar ali onde está . Quando fala com pessoas assim, percebe-se que elas não preferiam estar noutro sítio qualquer. Estar com alguém assim é tão refrescante, animador e revogante. Sabe a segurança, até a magia. Realmente, um dos pontos altos de estar vivo é partilhar esse tipo de ligação.
Quando assim não acontece, ao mesmo tempo que faz com que as pessoas com quem está se sintam desprezadas e insignificantes. É fatigante e frustrante ter uma mente ocupada que não consegue manter-se calma e presente num sítio . Uma mente que não consegue estar quieta e geralmente ansiosa é facilmente perturbável.
Por outro lado, uma pessoa que consiga manter-se concentrado e presente sente os benefícios que acompanham esse estado de espírito. Uma pessoa que não se descontrole tem menos tendência a criar dramas interiores e não tem a tendência a exagerar as coisas. Estes são dois ingredientes para a paz interior.
É um exemplo de uma pequena mudança que traz enormes dividendos para si e para todos com quem esteja em contacto. Ao tornar-se presente, vai conseguir comunicar melhor, ser mais produtivo, relacionar-se melhor. Passado algum tempo, verá que mais ninguém lhe vai perguntar: “ Está aí? “

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pense nas bênçãos.

Quando viajo nos transportes públicos até ao trabalho, reparo que muitas pessoas têm a tendência a concentrar-se tanto naquilo que está mal nas suas vidas – os seus empregos, as suas relações e outras circunstâncias – que não reparam no que corre bem.
Tal como a maioria das pessoas tenho problemas que, por vezes me deitam abaixo, mas não suficiente para impedir-me de sentir grato por tudo o que tenho. Mas, infelizmente, as pessoas focam as suas energias no que está mal e passam os dias amargurados.
Muitas vezes, é necessário concentrarmo-nos no que está mal para podermos melhor as coisas. Mas faça a si próprio estas perguntas: está a debruçar-se sobre o que está mal porque está genuinamente a tentar melhor as coisas? Ou esta concentrado em tudo o que está mal só por hábito? Discute os seus problemas com os outros numa tentativa construtiva de os resolver? Ou está  apenas a descarregar e a reforçar o negativismo neste processo?
Sempre que um pensamento negativo assolar a sua mente, ponha-se a fazer caretas ao espelho!! Ou comece a cantar, dançar ou ria sem motivo. Ou ande, corra, ande de bicicleta. Quebre a rotina.
Todos nós temos o poder de reduzir a percentagem de tempo que passamos a concentrar-nos no que está mal e de passarmos esse tempo a valorizar o que está bem. Por isso precisa de intenção, prática e repetição.
Pense nas bênçãos, vai ser fácil sentir satisfeito, carinhoso, grato e reconhecido. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pense nisso.


Não estou a dizer que todas as pessoas que seguem doutrinas religiosas ou partidárias são fanáticas ou fundamentalistas. Longe disso!
Apenas digo que as pessoas devem ser cépticas ou duvidar em tudo o que os outros dizem. Que sejam críticas.Que não fiquem satisfeitas com argumentos de quem julga que tem razão. Que sejam exigentes. 
Ao longo da história os maiores crimes cometidos contra a Humanidade foram feitas por pessoas que não duvidaram dos próprios actos.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mente descontraída, pensa melhor.


Muitos de nós abordamos a vida com uma intensidade que obscurece a realidade. Agarramo-nos com toda a força a pormenores, num estado de constante antecipação. Esforçamo-nos tanto em tudo aquilo que fazemos que acabamos por ser um obstáculos para nós próprios e por tornar a vida mais difícil do que ela tem de ser.

Para de esforçar tanto, ouça e aprenda. Respire um pouco mais fundo, ouça com uma mente mais silenciosa e não te preocupes tanto se não acertares em cada pormenor. Tu és mais competente do que achas que é. Tu tens uma inteligência interior que vai revelar-se e assumir o controlo assim que permitires que isso aconteça. Mas a tua inteligência interior, ou sabedoria, só funciona quando estás calmo e descontraído.

Sei que este pensamento vai contra muito daquilo que fostes ensinado na tua vida.
Foi nos tido que “ quem não trabuca, não manduca “, e acabamos a trabalhar mais e mais depressa e a termos muitas preocupações. Mas quando olhas realmente para a verdade, vês que estás no teu melhor quando andas descontraído e calmo. Olha para as pessoas mais ansiosas que conheces e o que é que vês? O meu palpite é frustração, stresse, ansiedade e uma incapacidade de resolver verdadeiramente as questões diárias que surgem.

Agem sob o lema da certeza.

Com o passar dos anos, tenho estado perceber a diferença entre pessoas felizes e pessoas infelizes, entre optimistas e pessimistas, entre aqueles que geralmente aceitam a vida de forma descontraída e aqueles que são stressados e rancorosos. Embora eu acredite que existe um conjunto de factores determinadas, há  um que não posso deixar de enfatizar: a tendência que as pessoas que são felizes têm de não culpar os outros pela sua infelicidade ou tristeza. Por outras palavras, as pessoas felizes assumem a responsabilidades do que acontece nas suas vidas – o bom e o mau.
Por experiência própria, quando convido alguém para correr ou caminhar comigo, a tendência é dizer, “ não posso porque faz frio, chove muito ou faz muito calor “ ao invés de dizer “ eu não gosto de correr ou caminhar “ ou “ não gosto de praticar desporto “ . Seria um atitude honesta e responsável. Contudo, arranjam sempre desculpas para justificar os seus argumentos.
Sinceramente soa-me desgaste de energia quando as pessoas inventam pretextos para não levantarem-se do sofá ou quebrarem a rotina. Por vezes uma rotina aborrecida e melancólica.

O obstáculo que nos impedi aderir a mudança somos nós mesmos. Preferimos falar dos mesmos assuntos. Por norma de assuntos depressivos. Bater sempre na mesma tecla. E como esta atitude não somos boa companhia para os outros. Quem gosta de estar na companhia de pessoas aborrecidas?

A pequena mudança é admitir que não controlamos outros ou determinadas circunstâncias que podem surgir na vida.
A maioria das pessoas querem que a vida age segundo a sua vontade. Fazem planos para o futuro e nem sabem se vão realizá-los. Agem sob o lema da certeza. Ter garantias para que a sua vida faça sentido. Caso contrário, ficam deprimidas, desiludidas, perdem vontade de viver e tornam-se má-companhia para pessoas que lhes querem o seu bem.

Por isso,
resta viver a vida a sua maneira. Dar o seu melhor enquanto estiver vivo. Afinal... não sabe se amanhã estará por cá!!

O sofrimento que criamos em nós mesmos.

O sofrimento faz parte da natureza humana. Alguns são inevitáveis, mas outros somo nós que os criamos.
Recusar o sofrimento como fazendo parte da vida leva-nos  a considerarmos como vítimas  e a culpar os outros dos nossos problemas – uma “ bela receita “ para a que nossa vida se torne um inferno.

Quantas vezes alimentamos o sofrimento, mantendo-o vivo, pensamentos constantes nas desgraças que nos acontece?
Aumentamos a dor e o sofrimento quando somos demasiados susceptíveis e reagirmos excessivamente a pequenas coisas, tomando-os de um modo pessoal. Temos a tendência para dar demasiado valor a pequenas coisas e perder a noção do que é mais importante, e ao mesmo tempo, somos indiferentes a coisas realmente relevantes, que podem ter consequências e implicações nas nossas vidas.

Sofrer depende da forma como reagimos a uma situação. Por exemplo, descobrimos que alguém anda a dizer mal de nós nas nossas costas ficamos rancorosos e zangados. Com este tipo de reacção destruímos a nossa paz de espírito. Ao invés, de evitarmos reagir negativamente, não ligar a calunia, como se não passasse de uma aragem inaudível, evitamos  o ressentimento e a arrelia.
Portanto embora nem sempre sejamos capazes de evitar esse tipo de situações difíceis, podemos fazer diminuir a intensidade do nosso sofrimento.
Acontece que todas estas formas de reagir conduzem à infelicidade. A infelicidade vem de acharmos que somos o centro do mundo, de termos a miserável certeza de sermos os únicos a sofrer horrivelmente.

A infelicidade vem sempre de nos sentirmos aprisionados em nós mesmos, da nossa forma de pensar. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Aprenda a dizer “ Não “.

Quando pergunto às pessoas o que é que as frustra acima de tudo, a resposta mais vulgar é a de que o tempo não chega. Desde ter muito que fazer, a sentir-se sobrecarregado com compromissos, até  a viver num stresse diário constante, a queixa principal era não ter tempo suficiente durante o dia. O que nos leva a perguntar: porque é que não temos tempo suficiente?
Parte da resposta no facto de os seres humanos terem uma tendência natural para quererem ajudar-se uns aos outros. Pense nisso. Nenhum de nós aqui estaria hoje se não tivéssemos recebido uma grande assistência por parte daqueles que nos rodeiam. Nós ajudamos os outros porque faz parte da nossa formação e porque ajudar os outros sabe bem. Então qual é o problema? Bem, este instinto de oferecer ajuda, tempo e assistência pode levar a que as nossas vidas fiquem sobrecarregadas. Eis como.
Vivemos numa cultura cheio de vícios. Estamos viciados em todo o tipo de coisas, incluído álcool, drogas, tabaco, dinheiro, jogos, televisão, ser jovem eternamente, pornografia, abdominais perfeitos, etc... Até somos viciados em sermos correctos, melhorarmo-nos a nós próprios e sermos famosos ou reconhecidos. Muitas vezes, o problema subjacente é a suposição, por parte da nossa cultura, de que mais é melhor. Por exemplo, se o seu objectivo for ser boa pessoa, pode achar que o voluntariado é uma boa ideia? Mas quanto voluntariado e que deve fazer? Cinco horas por semana? Dez? Vinte? Trinta?
Quando aderimos a filosofia do “ mais é melhor “ começamos a desenvolver problemas significativos em pouco tempo por deixamos de pronunciar a palavra “ Não “.
Dizemos sim quando já estamos sobcarregados quando deveríamos dizer não.
A única maneira de sair desta balbúrdia é admitir que tivemos responsabilidade na sua criação. Mas não devemos ser muito duros connosco próprios.
É engraçado que uma palavra tão pequena como “ não “ apenas três letras – possa ser tão poderosa. Mas é. E, para sair da balbúrdia que criou, vai ter de começar a usá-la muito mais vezes.
Não é preciso uma grande mudança para começar a sentir-se menos sobrecarregados. A objecção habitual é que abandonar um compromisso vai magoar os sentimentos de alguém.
Bem, isso é uma coisa que vamos ter de ultrapassar.
A maneira de eliminar o problema de ter tempo limitado é aprender a dizer não a novas solicitações. Não estou a sugerir que nunca diga sim, apenas que cuide do seu tempo com muito cuidado. Lembre-se de que tem a capacidade de remediar aquela que é, para a maioria de nós, a frustração número um. Habitue-se a dizer não. Pode ser difícil no início , mas torna-se mais fácil com a prática.

Não ha nada de errado em assegurar-se de que tem tempo para viver a sua vida sem se sentir sobrecarregado. Está no seu direito. Portanto, comece a desfrutar mais tempo na sua vida quotidiana. Experimente um pouco de verdadeira paz de espírito e quem sabe algum tempo livre. Tudo é possível com aquela pequena palavra de três letras – não.

Dê um pouco de si aos outros.

 De certeza que já ouviu o ditado “ cá se fazem, cá se pagam “.

Depois há o “ quem dá ao próximo, empresta a Deus “. Estes ditados e outros parecidos existem por uma boa razão. Todos nós temos de nos lembrar de ser mais generosos.
Nenhum de nós gosta de pensar em si próprio como sendo sovina, mas quantas vezes já arranjou uma desculpa para não ajudar um sem-abrigo na rua ou para não dispensar um pouco mais do seu tempo para ajudar outros? É claro que é importante proteger o seu tempo e as suas finanças. Mas há uma diferença entre ser responsável e ser sovina. É importante não dizer que sim a todas as solicitações feitas a algum do seu tempo ou dinheiro, mas ser sovina vai contra os seus interesses e contra os interesses de todas as pessoas à sua volta.
Quando perguntaram a Madre Teresa de Calcutá como é que as pessoas podiam tornar-se mais felizes, ela respondia frequentemente: “ Saiam e sirva alguém. “ A verdade é que nada sabe melhor do que ser-se generoso. Por outro lado, nada cria um maior vazio espiritual do que ser-se sovina.
Obviamente, toda a gente está numa posição diferente no que toca a dar. Enquanto uma pessoa pode fazer uma doação de 10 mil euros sem que isso afecte as suas finanças, outra pessoa qualquer pode ficar extremamente sobcarrregada por fazer uma doação de 10 mil euros. Ser sovina não tem nada a ver com a quantia que se dá , mas sim com a atitude e estado de espírito com que se dá .

Claro está que ser sovina ultrapassada em muito o domínio financeiro. Podemos ser sovinas com o nosso tempo, o nosso amor, as nossas ideias e a nossa vontade de nos aproximarmos dos outros ou de perdoar.
Espiritualmente, uma coisa é certa. Quando nos afastamos da nossa zona de conforto e damos um pouco mais do que perdão ou assistência, isso é-nos devolvido com juros. Afinal dar é o mesmo que receber.